
O reitor tinha sindo preso por obstruir a Justiça
Deu em O Globo
O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira no Beiramar Shopping, em Florianópolis. A 1ª Delegacia de Polícia da Capital abriu inquérito, e o delegado responsável pela investigação, Eduardo Mattos, vai pedir imagens de câmeras de segurança do local. Segundo ele, na carteira do reitor foi encontrada uma carta, que será analisada em perícia. O delegado não informou o conteúdo.
O corpo de Cancellier foi velado no hall da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, no bairro Trindade, em Florianópolis. Em sinal de luto, a universidade decidiu suspender todas as atividades acadêmicas e administrativas por três dias. Uma sessão solene do Conselho Universitário está marcada para as 11h de hoje. O enterro deve ocorrer às 16h no cemitério Jardim da Paz em Florianópolis.
OPERAÇÃO DA PF – O reitor foi preso, e depois solto, sob suspeita de desvio de recursos da educação. A principal hipótese é que ele tenha cometido suicídio. Em nota enviada ao G1, a assessoria do shopping disse “que por volta das 10h30m um homem cometeu suicídio, caindo no vão central. Ele se jogou da escada do piso L4”. A Polícia Militar e o Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a identidade da vítima.
No dia 14 de setembro, Cancellier foi preso na Operação “Ouvidos Moucos”, da Polícia Federal, por suspeita de desvio de recursos dos cursos de Educação a Distância (EaD) da unidade de ensino. A PF afirmou que Cancellier nomeou professores “que mantiveram a política de desvios e direcionamento nos pagamentos das bolsas do EaD”. Segundo a PF, o reitor “procurou obstaculizar as investigações internas sobre as irregularidades na gestão de recursos do EaD”.
DESVIOS DE VERBAS – A ação policial investigava repasses no valor de R$ 80 milhões. A apuração começou a partir das suspeitas de desvios em cursos do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), instituído em 2006 pelo governo federal para capacitar docentes da rede pública, em especial, do interior.
Quatro dias antes de morrer, o reitor escreveu um artigo para a seção de Opinião do GLOBO no qual descreveu as condições da sua prisão e criticou a “fragilidade das acusações” e disse que o processo era “equivocado”. Cancellier descreveu também que “a humilhação e o vexame” que ele e outros colegas da universidade passaram foi algo sem “precedentes na história da instituição”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É difícil acreditar que um juiz federal tenha autorizado a prisão de um reitor sem provas consistentes, mas é possível. Na internet, os blogs e sites petistas imediatamente transformaram o reitor em mártir da caça aos corruptos. Sua prisão foi por obstrução à justiça. Até agora, a Polícia Federal e o Ministério Público não se manifestaram. Vamos aguardar, para saber se houve mesmo abuso de autoridade. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É difícil acreditar que um juiz federal tenha autorizado a prisão de um reitor sem provas consistentes, mas é possível. Na internet, os blogs e sites petistas imediatamente transformaram o reitor em mártir da caça aos corruptos. Sua prisão foi por obstrução à justiça. Até agora, a Polícia Federal e o Ministério Público não se manifestaram. Vamos aguardar, para saber se houve mesmo abuso de autoridade. (C.N.)
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