quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Maia cobra provas de crimes policiais


 


Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que recebeu as declarações do ministro "com perplexidade" ( Foto: Agência Brasil )

 
Brasília. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou, ontem, que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, apresente provas das acusações que fez contra a cúpula de segurança pública do Rio.
Em entrevistas, o ministro acusou políticos e comandantes de batalhão da Polícia Militar de se associarem ao crime organizado e também afirmou que o governador e o secretário de Segurança, Roberto Sá, não têm controle sobre a PM.
"Recebi com perplexidade as declarações feitas pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre a segurança pública do Rio de Janeiro. Espero que o ministro apresente provas sobre as graves acusações, que o governo federal também se pronuncie oficialmente e, principalmente, o Rio espera ações do governo e do ministro da Justiça", disse Maia em declaração divulgada por sua assessoria de imprensa.
Ontem, governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), entrou com uma "interpelação judicial" contra o ministro da Justiça. Pezão disse que o objetivo do procedimento é para que o ministro "informe o que ele tem contra a cúpula (da polícia) e os policiais".
A interpelação judicial é usada para casos, referências, alusões ou frases, em que se infere calúnia, difamação ou injúria. Quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. Quem se recusa a responder ou não se justifica pode responder por calúnia, injúria e difamação e prevaricação.
Torquato
Torquato Jardim reafirmou, ontem, as declarações dadas sobre a segurança no Rio. Durante encontro com a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, e o ministro da Educação, Mendonça Filho, Jardim classificou como "normais" as reações contrárias às seus apontamentos.
"Sobre o Rio de Janeiro, não sei, já falei o que tinha que falar. Nenhuma reclamação. Reações são normais".

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