A decisão do presidente Michel Temer (MDB), de recuar da nomeação do deputado federal Pedro Fernandes (PTB) como ministro do Trabalho, pode ser um problema em dobro para o maranhense.
Além perder a chance de comandar uma pasta com orçamento de mais de R$ 9 bilhões – praticamente metade do orçamento anual do Governo do Estado para 2018 -, Fernandes pode acabar ficando sem o comando do PTB no Maranhão.
A questão é lógica…
Ora, se o PTB aceitou recuar da indicação porque o deputado é considerado aliado de Flávio Dino (PCdoB), “um dos mais severos críticos” do governo Michel Temer (saiba mais), seria razoável imaginar que o comando desse mesmo partido permitiria a manutenção da aliança PTB/PCdoB no Maranhão?
É algo a se pensar.
Some-se a isso a verdadeira ojeriza do atual presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, a “petralhas, mortadelas e esquerdistas fanáticos”.
Um obstáculo a mais, sem dúvida.
A verdade é que, depois de aparentemente estar seguro em dois firmes alicerces – tendo prestígio no governo “golpista” de Temer e, ao mesmo tempo, na gestão “petralha” de Flávio Dino -, Pedro Fernandes pode ficar sem mel, nem cabaça.
Talvez ele tenha exagerado em sua filosofia política, de que “é melhor chorar no governo, do que na oposição”.( Gilberto Leda )


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