Nesta segunda-feira (1º/10), o juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antônio Palocci, no âmbito da Lava Jato. Trata-se de acordo firmado com os investigadores da Polícia Federal, homologado no fim de abril pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
No trecho divulgado, Palocci afirma que a indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobras tinha objetivo de “garantir licitudes” na estatal, e ainda, que usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do PT.
Dentre vários pontos da delação, detalha reunião com Lula no Palácio do Planalto em 2007, quando o ex-presidente ficou sabendo do envolvimento dos ex-diretores da Petrobras Renato Duque e Paulo Roberto costa em ilícitos.
Quando Palocci respondeu que estavam “agindo de acordo com parâmetros que já tinham sido definidos pelo próprio PT e pelo PP”.
Fala ainda de reunião no Planalto com Lula, quando teria sido acertado o pagamento de propina para a campanha de Dilma Rousseff em 2010, afirmações já feitas em depoimentos e negadas pelos ex-presidentes petistas.
Sobre o pré-sal, cita o que chama de “ideia de nacionalização do projeto”, o que se deu pelo aspecto social, de geração de empregos e desenvolvimento nacional, e objetivo, para atendimento dos interesses das empreiteiras nacionais, as quais tinham ótimo relacionamento com o governo".
Em nota, a defesa de Lula diz que a postura de Moro com a decisão de hoje “apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente”, e que “mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova”.

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