segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Moro apresenta nesta segunda-feira os principais projetos de sua Lei Anticrime

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Moro espera que o Congresso decida combater a criminalidade
Lígia FormentiEstadão
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, apresenta nesta segunda, dia 4, a governadores e secretários de segurança pública o projeto de Lei Anticrime. A proposta traz medidas para o combate de crimes contra corrupção, crime organizado e crime violento e deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias.
“Na nossa concepção, esses três problemas caminham juntos”, disse o ministro, em vídeo divulgado em redes sociais. Moro definiu o projeto como “simples, mas robusto, com medidas bastante objetivas. É um projeto que interessa a todo o Brasil e a toda sociedade.”
REALIMENTAÇÃO – “O crime organizado alimenta a corrupção, que alimenta o crime violento”, disse Moro. “Boa parte dos homicídios estão relacionados à disputa por tráfico de drogas ou dívida de drogas. Por outro lado, a corrupção esvazia os recursos públicos que são necessários para implementar políticas públicas efetivas.”
Moro disse que a corrupção pode envolver empresários em esquemas de pagamentos de propina e extorsão que encarecem contratos, serviços e fornecimento de mercadorias. “A corrupção acaba tendo uma espécie de imposto obscuro”, apontou.
Nos últimos anos, diz o Ministério da Justiça, o Brasil registrou queda acentuada em ranking mundial da corrupção, passando da 46ª posição, em 2001, para a 96ª, em 2017. Os dados são da ONG Transparência Internacional.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A expectativa é enorme. Sabe-se que o ministro Moro vai propor um endurecimento das leis contra atos de corrupção, defendendo o cumprimento de condenações criminais após decisão de segunda instância, alterações no sistema carcerário e mudanças na prescrição dos crimes, um fato muito comum devido à lerdeza com que procede a Justiça brasileira. Suas propostas serão bem-vindas, caso o Congresso realmente esteja disposto a endurecer o combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade em geral, conforme os brasileiros deixaram claro nas últimas eleições. (C.N.)

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