O juiz João Henrique Sousa Gomes, com quem trabalhava o analista do Tribunal de Justiça, Francisco das Chagas Campelo e Silva, 54 anos, assassinado nessa quarta-feira (28), desabou hoje ao participar do velório da vítima. Como o Judiciário não elabora leis, o magistrado disse que o país está refém do Congresso Nacional. Ele também cobrou manifestação da população.
“Quando a violência toma proporções como essa, são necessárias medidas de repreensão. Não só essa questão de passar uma impressão de que o Poder Judiciário passa mão em cima disso, mas a gente é muito refém do Congresso, a gente não elabora leis, são os congressistas que têm uma responsabilidade. Acredito que a população tem que cobrar, exigir das autoridades, dos congressistas, um posicionamento mais firme com relação a essa questão da violência”, desabafou.
O corpo do analista foi velado em Teresina e será sepultado em São Félix, sua cidade natal.
“Lamentavelmente a gente perdeu um funcionário com bastante tempo de serviço ao Tribunal de Justiça, estava no juizado da zona Sul onde exercia suas funções e vai deixar uma lembrança e uma saudade muito grande”, afirmou.
Francisco das Chagas Campelo e Silva foi morto por volta das 20h no bairro Tancredo Neves, na zona Sudeste de Teresina. Ele estava em um bar com um amigo quando foi abordado por criminosos. De acordo com a Polícia Militar, a vítima teria reagido ao assalto. A pick up da vítima foi roubada e encontrada ainda durante a noite de ontem no Parque Rodoviário na zona Sul de Teresina.
No começo da tarde, o TJ emitiu uma nota de pesar pelo falecimento do analista do tribunal.
O Tribunal de Justiça do Estado do Piauí lamenta profundamente o falecimento do servidor Francisco das Chagas Campelo Silva, assassinado brutalmente na noite desta quarta-feira (28), em Teresina. Oficial de Justiça atualmente lotado no Juizado Especial Cível e Criminal do bairro Bela Vista, deixa importante legado de bons serviços prestados ao Poder Judiciário e à população piauiense. Que Deus ofereça conforto a seus amigos e familiares nesse momento de profunda dor.
Valmir Macêdo
cidadeverde.
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