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Ao deflagrar a 2ª fase da Operação Cobiça Fatal, a Polícia Federal desencadeou, também a Operação Oficina Desmascarada.
Segundo os federais, o nome da nova ação faz referência ao fato de que uma das empresas vencedoras do processo de contratação investigado tem o alvará de funcionamento de oficina mecânica e de nunca ter fornecido máscaras – nem qualquer insumo médico -, até o contrato
firmado com a Prefeitura de São Luís.
“Considerando elementos de informação indicando a repetição do modus operandi criminoso de superfaturamento na aquisição de máscaras triplas em outro processo de compra da SEMUS, e a partir do compartilhamento de provas obtidas na operação COBIÇA FATAL, instaurou-se uma nova investigação”, destaca a PF, em comunicado oficial.
Durante a investigação, foram verificados pela CGU indícios de superfaturamento na compra de mais 240 mil máscaras pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís, no valor
unitário de R$ 7,50.
Considerando os preços médios praticados no mercado nacional em período de pandemia, tem-se um superfaturamento de mais de 100 %, podendo chegar, no caso concreto, a um prejuízo de mais de um milhão de reais.
“Identificou-se ainda que as empresas vencedoras e que concorreram entre si pertencem ao mesmo grupo familiar”, completa a nota da PF.
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