Nos próximos dias ou nas próximas horas, Teresina corre o risco de um colapso total no sistema de transportes coletivos, com todas as empresas retirando os seus ônibus de circulação, já que não têm mais condições de abastecer a frota e comprar os insumos necessários.
O governo do Dr. Pessoa reluta obstinadamente em fazer o repasse às empresas de recursos acordados ainda na gestão Firmino Filho, como forma de compensação pelo grande número de gratuidades.
Lamentável que o atual governo tenha deixado a situação chegar ao ponto de privar população do transporte coletivo urbano, pela primeira vez na história de nossa Capital, prejudicando não só os usuários de ônibus, mas o funcionamento do comércio, repartições públicas e serviços essenciais.
Nunca se ouviu falar em situação parecida em nenhuma cidade do Brasil. Teresina, na gestão do Dr. Pessoa, será pioneira na instalação do caos no setor de transportes urbanos e não há desculpas para essa irresponsabilidade.
Sempre houve problemas pontuais na gestão do sistema de transporte público em nossa Capital, mas nunca houve uma paralisação total. Os ônibus circulavam, embora não atendessem plenamente as necessidades da população.
No governo de Firmino Filho, por conta da novidade do projeto Inthegra, houve uma certa insatisfação, o que é natural que aconteça quando se lança um novo modelo, mas a PMT vinha se esforçando para corrigir as falhas e nunca houve um colapso no sistema.
Terminais amplos, modernos e confortáveis, que protegem os usuários do sol e da chuva, foram construídos e abandonados pelo atual governo.
Logo que assumiu o cargo, o prefeito revelou a sua intenção de municipalizar o sistema de transportes coletivos com a criação de uma empresa estatal. Fez esse anúncio como forma de pressionar os empresários, mas logo viu que seria inviável a criação de uma empresa municipal de transportes público.
Recusou o diálogo com as empresas e ajuizou ação para romper o contrato, o que até hoje não aconteceu. A crise tomou conta das empresas. Boa parte dos Motoristas e cobradores forma demitidos. A falta de ônibus já é uma triste realidade em vários bairros da cidade.
Por sugestão do vereador petista Dudu da Trindade, foi criada na Câmara Municipal uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas irregularidades nas relações das empresas de transportes coletivos com a PMT e propor soluções para melhorar o sistema.
Isso é o que foi divulgado na mídia, mas na verdade os nobres vereadores se dedicaram apenas à inglória tarefa de procurar chifres em cabeça de jumento, na vã tentativa de denegrir a imagem da gestão de Firmino Filho.
Nada encontraram que comprometa o governo anterior. E a única brilhante alternativa que apontaram para compensar a falta de ônibus foi a da criação do “Taxi-Lotação”.
A grande contribuição que a CMT poderia dar era convencer o governador Wellington Dias (PT) a reduzir a alíquota de ICMS que incide o óleo diesel e outros insumos utilizados pelas empresas de ônibus, além de assumir o pagamento das tarifas de funcionários públicos do Estado que andam de graça nos ônibus, encargo que hoje é assumido pela Prefeitura de Teresina.
Em Recife, onde era grave a situação do transporte urbano público, o governo do Estado reduziu pela metade o valor do ICMS do óleo diesel e outros insumos utilizados pelas empresas de ônibus, fixada hoje em 8,5%. Aqui, o governo petista cobra 31% de ICMS.
A CPI da Câmara Municipal, no entanto, não está preocupada com isso. Dudu da Trindade e seus companheiros querem apenas permanecer na vitrine da mídia e com isso conquistar uma cadeira na Alepi em 2022.
O fato é que confirmada a paralisação de toda a frota de ônibus de Teresina, Dr. Pessoa passará para a história como um prefeito bananeira, aquele que só consegue se eleger uma vez. Aguardem para conferir.( Do blog Sem Meias Tintas )

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