quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Elite do funcionalismo, que votou em massa em Bolsonaro, agora rejeita o presidente

 

 

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: Greves

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Em 2018, servidores da Receita Federal, do Banco Central, do Tesouro Nacional e das demais carreiras que formam a elite do funcionalismo público votaram em massa em Jair Bolsonaro para a Presidência da República. O argumento foi de que o momento era de evitar a volta do PT do poder.

Foi uma campanha aberta, apesar de essas carreiras de elite terem sido as mais beneficiadas durante os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

AUMENTO MAIOR – Para se ter uma ideia, ainda no governo de Dilma Rousseff, enquanto o carreirão, que agrega 80% do funcionalismo federal, teve aumento de 10% divididos em dois anos, a elite dos servidores garantiu reajuste de mais de 27%, divididos em quatro parcelas.

No governo Dilma, por sinal, a elite do funcionalismo era conhecida como “sangue azul”, pelos privilégios recebidos. Agora, com a preferência de Bolsonaro pelos militares e policiais federais, essas carreiras resolveram se voltar contra o governo.

A guerra na Esplanada é geral, com cada um querendo garantir um naco no Orçamento da União. Por enquanto, só as carreiras policias têm reservados quase R$ 2 bilhões para reajustes em 2022.

ARREPENDIMENTO – Abertamente, as lideranças desses servidores da elite do funcionalismo dizem que se arrependem de terem apoiado a candidatura de Jair Bolsonaro nas últimas eleições. E prometem fazer de tudo para que ele não seja reeleito, mesmo que isso signifique apoiar a volta do PT ao poder.

A ameaça é de greve geral nas próximas semanas, se o governo federal não garantir aumentos salariais para todos. A última grande paralisação do funcionalismo federal foi há nove anos.

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