quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Feliz Ano Velho! Mercado financeiro volta a reduzir estimativa de alta do PIB, diz Banco Central

 

 

Expansão do PIB do Brasil acelera a 0,8% no 3º tri com serviços e  investimentos após greve | ASMETRO-SI

Charge do Duke (O Tempo)

Guilherme Mazui
G1 — Brasília

Analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2022. Os economistas projetaram que o crescimento será de 0,36% neste ano. A previsão anterior era de 0,42%. As informações constam do relatório “Focus”, anunciado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC).

Trata-se do primeiro boletim divulgado em 2022, porém os dados foram colhidos na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

PIB E INFLAÇÃO – Para o ano de 2021, os economistas também revisaram a estimativa de crescimento para baixo, de 4,51% para 4,50%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Os analistas consultados pelo BC reduziram pela quarta semana seguida a previsão de inflação para 2021 – de 10,02% para 10,01%. Já a previsão para o ano de 2022 continuou em 5,03%.

A previsão de inflação segue pouco acima do teto do sistema de metas para o ano que vem (5%). A meta central de inflação para 2022 é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar entre 2% e 5%.

TAXA DE JUROS – Os economistas mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 11,50% ao ano para o fim de 2022.

Essa previsão pressupõe alta do juro básico da economia neste ano que se inicia. Após sete altas seguidas, a taxa Selic está em 9,25% ao ano.

Outras estimativas são a projeção para a taxa de câmbio em 2022 seguiu em R$ 5,60 por dólar. A moeda norte-americana encerrou 2021 cotada a R$ 5,57, com alta de 7,47% contra o real. E para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2022 permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit. Por fim, a previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,05% bilhões.

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