terça-feira, 15 de março de 2022

Direção da Petrobras desafia Bolsonaro e faz confrontações a ele através das redes sociais

 

 

A charge do dia | Ações da Petrobras

Charge do Sinfrônio (Arquivo Google)

Ana Flor
G1 Brasília

Alvo de críticas do presidente da República, de políticos e de inúmeros outros brasileiros após o forte aumento nos preços dos combustíveis, a Petrobras foi ao ataque. Em “spots” publicados nas redes sociais neste final de semana, a petroleira afirma ser “uma das empresas que mais investe no Brasil”.

Nas mensagens, defende o lucro bilionário em 2021, alegando os investimentos que faz para produzir combustíveis e diz que mais da metade do caixa produzido retorna para a sociedade na forma de tributos, participações governamentais e dividendos pagos ao Estado.

DISSE BOLSONARO – No sábado (12), o presidente Jair Bolsonaro criticou a Petrobras. Ele afirmou, entre outras coisas, que a empresa não tem sensibilidade com a população e se disse insatisfeito com o reajuste de quase 25% no diesel e quase 19% na gasolina.

“É Petrobras Futebol Clube e o resto que se exploda”, afirmou o presidente da República.

A resposta da empresa foi dizer que o repasse dos preços internacionais não foi imediato, que a gasolina e o diesel ficaram 57 dias sem reajuste e, o gás de cozinha, mais de 150 dias. “O último reajuste foi necessário para manter o fornecimento”, afirma a publicidade da empresa.

ESTOCADAS – Citou ainda os empregos que gera e defendeu que praticar preços de mercado “asseguram o abastecimento do país”. E a peça publicitária ainda dá uma estocada em quem distorce informação: “Para a Petrobras, transparência é fundamental”.

O governo tem usado como pressão contra a alta dos preços dos combustíveis o fato de o conselho da Petrobras estar sendo renovado nas próximas semanas. Até mesmo a permanência do presidente, o general Silva e Luna, escolhido por Bolsonaro em 2021 para comandar a empresa que tem a União como majoritário, foi ameaçada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Era só o que faltava, comentaria o Barão de Itararé. Quer dizer que o presidente da República critica a Petrobras, agindo claramente em defesa do interesse público, e a empresa tem a desfaçatez de vir a público postar mensagens publicitárias desafiando o chefe do governo? Isso é clara desobediência civil. Se ainda estivesse entre nós, Francelino Pereira e Renato Russo indagariam, fazendo coro em uníssono: “Que país é esse?”. (C.N.)

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