
Simone Tebet não tem conseguido subir nas pesquisas
Vicente Limongi Netto
A política é fascinante. Mas requer força interior, espaço na mídia, carisma, articulações partidárias, paciência e, sobretudo, poder econômico. Alguns candidatos desistem no meio do caminho. Desiludidos por não avançar na disputa, ou magoados por não merecer, de fato, o apoio necessário da direção do partido.
Nessa linha, dois senadores já desistiram da pré-candidatura à Presidência da República, Alessandro Vieira e Rodrigo Pacheco. Fizeram autocrítica que engrandece a ambos. Jovens, têm vasto caminho político pela frente. Resta, a meu ver, a senadora Simone Tebet fazer o mesmo.
FALTAM VOTOS – Tolice e certa dose de masoquismo, teimosia e orgulho, a senadora prosseguir na disputa presidencial, como candidata do MDB. Ela própria sabe que não tem votos suficientes de apoio para maiores sonhos nem mesmo dentro do partido dela.
Pode ser que o plano B de Simone Tebet seja, de fato, ser candidata a vice de outro candidato da sonolenta e já quase sem fôlego, terceira via. Só as peças do xadrez político têm a resposta.
E surge agora a candidatura de Joaquim Barbosa, que faz charme. Caras e bocas. Tira onda de blasé. Quer ser adulado e sair de casa carregado em carro de bombeiros para disputar a Presidência da República.

Barbosa é candidato, mas ainda não tem partido
BARBOSA E MORO – O ex-presidente do Supremo alega que procura partido decente. Começa mal, generalizando e insultando os partidos existentes e a classe política. Não se conhece, na verdade, qual líder partidário deu esperanças para o ministro aposentado do STF vir a ser candidato.
Joaquim Barbosa e Sérgio Moro são parecidos. Odeiam políticos, mas não resistem aos encantos do poder e da bajulação. Condenaram empresários e políticos. Ganharam fama de durões.
Hoje Moro sofre na mão dos adversários e de parte da imprensa. Barbosa, se realmente tiver aquilo roxo para entrar na rinha presidencial, também não terá vida fácil.
LEMBRANDO HAVELANGE – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deveria providenciar – por justiça, isenção, gratidão e grandeza de atitude – a inauguração de um busto de João Havelange em lugar destacado na sede da entidade.
Infantino ainda estava nos cueiros e Havelange já trabalhava, sem tréguas, pelo desenvolvimento e expansão da Fifa, entidade que presidiu por 24 anos. Uniu o mundo através do futebol. Antes dele, a entidade funcionava em prédio precário. Não tinha renda e pouca credibilidade. Havelange transformou a Fifa na milionária potência mundial que é hoje. Levou a Fifa a ter mais países filiados do que a ONU.
Se estivesse entre nós, Havelange completaria 106 anos de idade, dia 8 de maio, consagrado e respeitado por todos que trabalham com futebol. Asnos, recalcados, éticos de meia pataca e parasitas jamais mancharão a vitoriosa trajetória profissional e humana de João Havelange.
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