quinta-feira, 10 de março de 2022

TSE requer as provas sobre vazamento de dados por Bolsonaro para fazer investigação própria

 

 

Imagem analisada visualmente

Aras está imitando Brindeiro, o engavetador-geral de FHC

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Mauro Campbell, pediu nesta segunda-feira (dia 7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento das provas reunidas no inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que apura o vazamento de dados sigilosos pelo chefe do Executivo. O pedido foi encaminhado ao gabinete do ministro do STF e relator do inquérito Alexandre de Moraes.

O inquérito de interesse do TSE provocou divergências entre a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), já que a PF concluiu que o presidente teve conduta criminosa ao vazar, durante live, um inquérito sigiloso que apurava um ataque hacker ao TSE, mas o procurador Augusto Aras, pediu para a Corte arquivar o inquérito.

ARAS E FACHIN – Em parecer, Aras afirmou que mesmo as informações tendo sido divulgadas pelo presidente Bolsonaro de forma “distorcida”, isso não constitui crime.

Também nesta segunda-feira, o presidente do TSE, Edson Fachin, criticou a decisão de Aras de arquivar a investigação contra o presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Fachin destacou que “gratidão não é contra-prestação”.

As provas solicitadas pelo corregedor do TSE serão incorporadas em uma investigação administrativa aberta pela Justiça Eleitoral que apura ataques do chefe do Executivo ao sistema eleitoral. Bolsonaro já disseminou informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É um puxa-encolhe danado. Há seis inquéritos contra Bolsonaro, mas não terão seguimento. Em tradução simultânea, o Supremo e o TSE jogam bonito para a arquibancada, como se diz no futebol, sem chutar jamais em gol.

Até Itamar Franco, tivemos governos com mais pudor. A partir de Fernando Henrique Cardoso, mergulhamos no obscurantismo, manobrado por um engavetador-geral chamado Geraldo Brindeiro, que mantinha impunes as autoridades e intocada a corrupção. Nada mudou, e agora o engavetador-geral chama-se Augusto Aras. Apenas isso. (C.N.)

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