Do jornal, o pistoleiro teria seguido o carro de Décio Sá, seguindo pela Ponta d'Areia, até o desfecho trágico no bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea.
Gildean Farias/O Impparcial
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A
primeira etapa da reconstituição do Caso Décio Sá foi concluída na
frente do jornal O Estado do Maranhão, onde o jornalista trabalhava. O
quarto e último passo da primeira etapa refez o momento em que o
assassino Jhonatan Silva seguiu o carro de Décio, quando este saiu do
trabalho, até o desfecho trágico no bar Estrela do Mar, na Avenida
Litorânea. Antes disso, o assassino ainda teria perdido o carro do
jornalista de vista e, somente após procurar bastante, teria localizado o
mesmo no local do crime.
Os passos da reconstituição
A
reconstituição do caso Décio Sá começou na tarde desta terça-feira (3).
A primeira etapa teve início por volta das 16h, com a presença de uma
equipe policial e de Jhonatan Silva, principal suspeito de ter disparado
os tiros que executaram o jornalista e blogueiro.
A equipe responsável pela reconstituição conta com seis peritos e 70 policiais.
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Na
sede do jornal O Estado do Maranhão, Jhonatan teria chegado às 16h e
perguntado a um flanelinha sobre Décio Sá. Quando o jornalista chegou ao
trabalho, por volta das 17h, o flanelinha confirmou para o pistoleiro
que aquele era Décio. Este teria apenas dito que ele não era a pessoa
por quem ele estava procurando e teria ido embora de moto.
O
segundo passo da reconstituição do crime, teve como espaço o bairro da
Ponta d'Areia, onde o assassino teria seguido, após sair do jornal O
Estado do Maranhão. Lá, ele tomou uma água de coco e seguiu caminho.
Da Ponta d'Areia, a equipe seguiu para a casa de Júnior Bolinha, no Araçagi, onde foi realizado o terceiro passo da reconstituição. Júnior Bolinha é apontado como mandante da morte de Décio Sá. Na residência de Bolinha, Jhonatan teria aguardado até às 22h, horário que Décio sairia do trabalho.
Da
casa de Júnior Bolinha, a reconstituição voltou para a sede do jornal O
Estado do Maranhão, onde, por volta das 22h, Décio Sá teria saído do
trabalho e seguido para a Ponta d'Areia e depois Avenida Litorânea. Lá,
Jhonatan Silva teria disparado seis tiros, dos quais cinco atingiram o
jornalista.
Do
jornal, a equipe seguiu pela Ponta d'Areia até a Avenida Litorânea,
onde aconteceu a segunda etapa da reconstituição, com a execução de
Décio e a fuga de Jhonatan Silva.
A execução do jornalista
Segundo
Jhonathan Silva, o jornalista Décio Sá saiu do Jornal O Estado do
Maranhão por volta de 21h, fez o retorno do São Francisco e seguiu em
direção a Avenida Litorânea. Durante o caminho, Jhonatan e o seu
comparsa que pilotava a moto, identificado apenas como Diego ficam lado a
lado com a vítima. Mas, ao perceber a aproximação de uma viatura da
Polícia Militar que vinha da Lagoa da Jansen, desistiu de executar o
jornalista naquele local.
Sem
desconfiar que estava sendo seguido, Décio Sá prossegue o trajeto e
estaciona no Bar Estrela do Mar. O assassino desceu da moto, deixou o
capacate com o comparsa, entrou no bar e foi ao banheiro, apenas para
confirmar que realmente era o Décio Sá que estava sentado à mesa.
Ao
voltar do banheiro, Jhonatan executou o jornalista. Após os desparos, o
assassino retornou para a moto. Na fuga, eles cruzaram com uma viatura
que fazia ronda no local, Jhonathan desceu do veículo e Diego seguiu em
frente. Desesperadamente, o assassino subiu as dunas correndo, deixando
os chinelos, a camisa e o capacete para trás. Ao chegar na curva do 90,
ele pegou um táxi e fugiu para Miritiua.
De acordo com a polícia, o trabalho de reconstitução deverá demorar uma semana para ser concluído.


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