A denúncia foi ofertada pelo Promotor Aristides em 26 de novembro de 2009. A juíza explicou que devido à grande demanda de processos a serem julgados e à demora da investigação, o caso só pode ser julgado agora.
“Nós aqui somos a justiça criminal, militar e a justiça criminal comum. Nós estamos julgando crimes militares e todos os crimes da comarca, da capital; menos homicídio, que é de responsabilidade do Tribunal do Júri. Dado o volume de serviço e também as diligências, somente hoje foi possível ser realizado o julgamento", disse a juíza.
Nesse processo, foi preciso fazer várias perícias e tudo isso requer tempo. A investigação concluiu que a tenente usou o cartão várias vezes para comprar bolsas, perfumes, calçados e meias em diferentes lojas do centro de Teresina.
Imagem: Mariana Viana/GP1
Quartel do Comando Geral
De acordo com a denúncia que consta nos autos do processo, a tenente
estava trabalhando juntamente com a major em um curso de formação para
militares. A bolsa da Major Elza ficava guardada dentro de um sala onde
apenas a tenente, a própria major e outro funcionário tinham acesso. Por
ir frequentemente ao banheiro e por já ter a confiança das pessoas que
usavam a sala, a tenente ía ao local sozinha e aproveitou a situação
para efetuar o roubo.
Quartel do Comando GeralA vítima só percebeu que tinha sido roubada quando procurou o cartão para fazer compras em um supermercado. Após perceber a falta do cartão, ela ligou para a operadora responsável e descobriu que ele já tinha sido usado em várias lojas.
A juíza relatou ainda que em nenhum momento a acusada confessou o crime. A sentença foi dada baseada nas provas coletadas durante a investigação, como por exemplo, o retrato falado feito da pessoa que usou o cartão, fotografias da acusada entrando no shopping e em várias lojas.
(GP1)
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