São muitos os locais de Teresina onde há muito lixo. Coleta foi retomada após negociação com a empresa
Após negociação com a empresa responsável pela coleta de lixo em Teresina, os caminhoneiros - que permaneceram em greve por mais de uma semana - já retomaram os trabalhos. No entanto, ainda há muito lixo de capina e varrição para ser recolhido nas ruas da capital. Um exemplo está na zona Norte, por trás do cemitério São José, onde há vários montes de lixo, formados por entulhos, galhos e folhas de árvores, além de plásticos.
Outro exemplo está ao longo da avenida Santos Dumont, onde há vários sacos de lixo aguardando para ser coletados pelos caminhões. "Muita coisa já foi feita, mas vamos intensificar a coleta durante a semana", disse o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros da Limpeza Pública, Raimundo Xavier.
A categoria suspendeu a atividade por conta do atraso no pagamento, referente aos meses de setembro e outubro. Atualmente, 56 caminhões realizam esse serviço na cidade, sendo que em cada um deles trabalham três pessoas. "Esta-mos trabalhando com a garantia dada pela empresa. A previsão é que o pagamento referente a outubro seja efetuado até o dia 5 de dezembro. Estamos acreditando nesse prazo", afirmou. Xavier conta que houve uma redução de 40 caminhões que atuam na limpeza.
Ele acredita que a quantidade de lixo acumulado só não é maior porque o número de trabalhadores que cuida da capina e varrição também foi reduzido. "Na verdade, 320 garis tiveram férias coletivas", completa. O gerente de contrato da Sustentare, a empresa responsável pelo serviço, Fernando Goes, garantiu que a situação já foi normalizada e que o pagamento dos caminhoneiros já foi regularizado. Segundo ele, o atraso só correspondia há um mês e não dois como afirmam os trabalhadores.
Cada veículo faz duas viagens por dia e recolhe, em média, de 10 a 15 toneladas de lixo, totalizando quatro mil toneladas de lixo retirados das ruas todos os dias. Cada trabalhador recebe cerca de R$ 6 mil bruto por mês. Por conta do atraso, os trabalhadores chegaram a realizar um protesto em frente à prefeitura, na semana passada, quando interditaram a via. Na ocasião, a prefeitura recebeu representantes da categoria, mas em nenhum momento confirmou atraso no repasse feito à empresa. ( Diário do Povo )
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