Belém - Investir
pesado no combate ao tráfico de drogas em Abaetetuba vem sendo a meta
do Comando de Policiamento Regional de Abaetetuba (CPR). O comandante do
CPR, tenente coronel Barata, com o apoio do comandante da 27ª Zona de
Policiamento, capitão Nogueira, tem realizado operações contando com a
comunidade, para denunciar as “bocas de fumo”.
Em uma dessas incursões, o sargento José
recebeu uma determinação para verificar uma ocorrência de tiroteio no
bairro de São Sebastião e, ao realizar algumas diligências, os policiais
envolvidos na missão conseguiram deter Francisco Figueiredo dos Santos,
de 45 anos, encontrado em sua residência com vinte e duas petecas de
pasta base de cocaína, uma pedra de óxi, além de dois celulares, um MP3,
três relógios e a quantia de R$252,00.
“Chegando lá, um popular denunciou a
casa deste senhor como sendo utilizada para a comercialização de
entorpecente. Ao revistarmos, com a sua permissão, se encontrou toda
esta droga em várias partes da casa” informou o capitão Adriano.
Interrogado, Francisco Figueiredo dos
Santos, conhecido como “Garapixin”, confessou que a droga encontrada em
sua residência lhe pertencia e acreditava que os policiais não iam
encontrá-la na revista, uma vez que estava bem escondida.
Ele confessou também que vende drogas
aproximadamente há um mês e que tem como fornecedor um homem que mora no
município de Moju. Mas, na hora, deu uma amnésia geral em “Garapixin” e
ele não lembrou o nome do traficante que fornece o entorpecente.
Questionado sobre a venda, Francisco
Figueiredo dos Santos disse que, devido ao baixo poder aquisitivo dos
viciados no bairro de São Sebastião, cada papelote estava sendo
comercializado por R$4,00 e a pedra grande ainda seria beneficiada para a
confecção dos papelotes.
Outro fator preponderante nesta situação é que, além de vender, Francisco Figueiredo disse que também é consumidor e o lucro acaba sendo diluído em seu consumo.
Ele acabou autuado em flagrante delito
pelo crime de tráfico de drogas em inquérito policial presidido pelo
delegado Roberto Gomes Neto.
(Diário do Pará)
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