Edmilson Farias foi preso no último fim de semana após ser flagrado com um carro roubado em Marituba (Foto: Divulgação)
Belém - A
Polícia Civil deu por encerradas as investigações sobre o assassinato do
professor universitário e engenheiro mecânico Raimundo Lucier Marques
Leal Júnior, 59 anos, com a prisão do último envolvido no crime.
Edmilson Ricardo Farias, 23 anos, foi apresentado nesta terça-feira
(11), na sede da Divisão de Homicídios. Ele foi preso no último final de
semana por uma guarnição da Polícia Militar, após ser flagrado com um
carro roubado no município de Marituba, Região Metropolitana de Belém.
Edmilson foi identificado como o autor
dos disparos fatais contra a vítima e está com mandado de prisão
preventiva decretado pela Justiça. O acusado foi ouvido em depoimento
pelos delegados Gilvandro Furtado, diretor da DH, e Vicente Gomes.
Outros dois já estavam presos por envolvimento no homicídio, ocorrido em
4 de agosto deste ano.
Um dos presos é o engenheiro químico
Carlos Augusto de Brito Carvalho, 38 anos, acusado de ser o mandante e
de ter contratado o executor da morte de Raimundo Lucier, baleado
enquanto fazia um retorno no canteiro central da Avenida Duque de
Caxias, bairro do Marco, na capital. Outro preso por participação no
assassinato é o mototaxista Allan Franklin Ferreira Rego, 21 anos,
responsável por pilotar a moto usada na fuga depois do crime. Todos
tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça.
O delegado Gilvandro Furtado garantiu
que apenas os três estão envolvidos no plano para matar Raimundo Lucier.
E ressaltou que todos estão indiciados por homicídio triplamente
qualificado, premeditado, mediante recompensa ou pagamento, e sem dar
chance de defesa à vítima. Em depoimento, Edmilson admitiu ter sido
contratado por Carlos Augusto pelo valor de R$ 3.500 mil para assassinar
o professor. Segundo o acusado, o mandante não teria pago todo o valor
combinado, repassando para o executor cerca de R$ 2 mil.
O CRIME
As investigações mostraram, ainda, que o
engenheiro químico Carlos Augusto, preso em setembro, foi quem levou
Edmilson, em seu próprio carro, para o local onde a vítima seria
executada. "Por dois dias, eles estiveram no local - Avenida Duque de
Caxias - para esperar a vítima ir a uma oficina mecênica, onde levaria o
carro para reparos", disse Furtado.
No primeiro dia, véspera do crime, os
dois permaneceram até por volta de 21 horas, mas Raimundo Lucier não
apareceu. No dia seguinte, eles voltaram ao local e esperaram até o
momento em que a vítima saía da oficina, conduzindo o próprio carro. Foi
então que Edmilson partiu em direção ao professor, atirando várias
vezes contra a cabeça dele. Em seguida subiu na moto em que estava Allan
Franklin, que o ajudou a fugir. Imagens de câmeras de segurança
ajudaram na identificação do veículo usado na fuga.
A partir disso, foi possível chegar ao
paradeiro do condutor da moto e, por conseguinte, dos demais envolvidos.
Ao ser ouvido, Carlos Augusto, acusado de ser o mandante, negou que
pretendia matar a vítima, mas alegou ter sido ameaçado de morte por
Raimundo Lucier e, para tanto, contratou um homem para dar um "susto"
nele. Ao delegado Vicente Gomes, o indiciado alegou que conhecia a
vítima, pois ambos atuavam no Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia do Pará (CREA-PA).
DEPOIMENTO
Em depoimento, Carlos Augusto contou que
a ameaça teria ocorrido após ter assumido a coordenação da Câmara
Especializada em Mecânica, Metalúrgica e Engenharia Quìmica do CREA,
depois de tomar conhecimento de supostas irregularidades cometidas por
Raimundo. Allan, por sua vez, afirmou que foi Carlos Augusto quem
contratou Edmilson para executar a vítima e também os seus serviços,
para transportá-lo de Benevides até Belém.
Ela conta que, por duas vezes, esteve
com Edmilson e Carlos Augusto em frente à oficina mecânica para tratar
dos detalhes do crime. No dia do crime, por volta de 13h30, ele seguiu
para o local combinado, a Passagem Três Irmãos, que faz esquina com a
Duque de Caxias, para dar fuga a Edmilson. Ainda, segundo Allan, a arma
do crime foi dada ao executor pelo mandante, que também esteve no local
do crime, dando carona para Edmilson. "Foi ele quem mostrou quem era a
vítima", disse o mototaxista.
(DOL, com informações da Polícia Civil)
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