Para atrair a rede de movimentos urbanos organizados e grupos de
moradores de rua, o Planalto tenta destravar o programa Minha Casa,
Minha Vida e aumentar de 117 para 288 o número de cidades atendidas por
centros destinados à população na indigência. A meta é repetir com os
sem-teto a estratégia do governo Lula em relação ao Movimento dos Sem
Terra (MST), desarticulado com a inclusão de seus militantes em
programas sociais mantidos pelos ministérios.
Além de evitar o desconforto com invasões inoportunas, o governo
Dilma Rousseff quer mais eficiência nas relações com grupos de sem-teto,
associações de favelas e cooperativas de reciclagem de materiais. O que
se pretende é dar maior profissionalismo ao setor, com parcerias menos
políticas e mais técnicas. Na prática, isso significaria, na avaliação
de técnicos federais, uma correção da rota inicial do “Minha Casa, Minha
Vida”, que o governo vendeu, em 2009, como destinado às famílias
pobres. De um milhão de moradias anunciadas pela presidente, apenas 285
mil foram destinadas à faixa de renda mais baixa, de até R$ 1.600. ( Estadão )
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