quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dilma usa ‘Minha Casa’ para atrair militante sem-teto

Para atrair a rede de movimentos urbanos organizados e grupos de moradores de rua, o Planalto tenta destravar o programa Minha Casa, Minha Vida e aumentar de 117 para 288 o número de cidades atendidas por centros destinados à população na indigência. A meta é repetir com os sem-teto a estratégia do governo Lula em relação ao Movimento dos Sem Terra (MST), desarticulado com a inclusão de seus militantes em programas sociais mantidos pelos ministérios.
Além de evitar o desconforto com invasões inoportunas, o governo Dilma Rousseff quer mais eficiência nas relações com grupos de sem-teto, associações de favelas e cooperativas de reciclagem de materiais. O que se pretende é dar maior profissionalismo ao setor, com parcerias menos políticas e mais técnicas. Na prática, isso significaria, na avaliação de técnicos federais, uma correção da rota inicial do “Minha Casa, Minha Vida”, que o governo vendeu, em 2009, como destinado às famílias pobres. De um milhão de moradias anunciadas pela presidente, apenas 285 mil foram destinadas à faixa de renda mais baixa, de até R$ 1.600. ( Estadão )

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