quinta-feira, 21 de março de 2013

Taxistas interditam a BR-316 contra apreensões

Taxistas dos municípios de Ananindeua e Marituba fecharam a BR-316 ontem por quase uma hora e meia, no início da noite de ontem. O motivo da manifestação, segundo o taxista Marcos Sousa, 49, é que a categoria, mesmo usando o dispositivo “do táxi apagado” estão recebendo multas da Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub) e dos guardas da Ronda da Capital (Rondac), que faz parte da Guarda Municipal.
A reivindicação da categoria é de circular por Belém sem correr o risco de ter o carro aprendido. O taxista Fábio Pantoja da Silva, 33, que disse que teve o táxi levado para o curral da Amub. “No sábado fui deixar um passageiro na João Paulo e, na volta, com o luminoso apagado, fui parado por uma blitz no final da avenida e apreenderam o veículo”.

BOLETOS
Fábio mostrou os três boletos, pagou multa no valor de R$852,90, o guincho no valor de R$96,00 e taxa do curral. Como ficou dois dias pagou R$102,90. Segundo Marcos Sousa no sábado dia 16 tiveram 28 taxis apreendidos.
Os taxistas se concentraram no ginásio no Abacatão, em Ananindeua, e saíram em direção à BR-136 em meio a buzinaços e muita movimentação. Em frente a uma galeria, na fronteira entre Belém e Ananindeua, os taxistas interditaram a rodovia.
Após muita confusão ocasionada pelo bloqueio, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) conversou com os manifestantes e conseguiu fazer um acordo para acabar com a manifestação. A expectativa é que, na próxima segunda-feira (25), os taxistas reúnam, na barreira da Polícia Rodoviária Federal, com os órgãos competentes para chegar a um acordo.
Em nota, a Amub informou que no sábado realizou uma blitz nas avenidas João Paulo II e Augusto Monte negro para averiguar denúncia de que taxistas de outros municípios estariam atuando em Belém. Treze veículos foram recolhidos ao pátio da Amub.
Ainda segundo o órgão, a fiscalização é para fazer valer a determinação de que nenhum taxista de outro município faça ponto em Belém. Caso venha para a cidade com passageiro do município de origem, deve usar o dispositivo luminoso do táxi apagado e, ao retornar, não pegar passageiro.
O mesmo vale, segundo a Amub, para os taxistas de Belém que fazem o sentido inverso de saída da cidade. Para quem é pego infringindo a norma o veículo é recolhido e paga multa.
(Diário do Pará)

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