A
comunidade acadêmica da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)
enviou uma carta ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pedindo
explicações sobre a permanência do atual reitor da instituição paraense,
professor Sueo Numazawa, no cargo diante dos vários processos por má
administração.
Os professores pedem ao MEC a mesma
atitude em relação aos gestores do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), que exonerou Ary de Oliveira Fontes
do cargo de reitor quando teve conhecimento da Ação Civil de
Improbidade Administrativa.
Sueo Numazawa também responde por
improbidade administrativa, mas continua com reitor da Ufra até o
momento. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), em um
processo por Dano ao Erário, que também gerou uma Ação Civil de
Improbidade Administrativa.
"O reitor da Ufra tem uma lista tríplice
de processos: 1) Ação Civil de Improbidade Administrativa – MPF e TJF,
2) Prática de ato de gestão ilegal (Tomada de Contas Especial) – TCU e
3) Dano ao Erário – Polícia Federal", diz a carta.

Além disso, o reitor da Ufra também
responde por um processo movido pelo Tribunal de Contas da União (TCU)
do tipo Tomada de Contas Especial, pela prática de ato de gestão ilegal,
referente às irregularidades cometidas contra a Ufra na Construção do
Muro de Arrimo do Cais do Porto.
Em 2005, foi assinado um convênio entre a
Ufra e a empresa S. R Construções Ltda, que recebeu o R$ 851,9 mil para
a reforma da ala C do prédio central da universidade, mas a empresa
atrasou a entrega em quase dois anos, o implicou na multa de R$ 613,4
mil. Em fevereiro deste ano, o TCU condenou o reitor da Ufra a devolver
aos confres público o valor de R$ 218 mil referente às obras do edifício
central.

Nesta sexta-feira (22), haverá uma consulta pública com a comunidade acadêmica para discutir sobre a situação da Ufra.
O DOL entrou em contato com a Ufra e aguarda um posicionamento.
(DOL)
Nenhum comentário:
Postar um comentário