Deputado Nazareno Fonteles: defesa da PEC que reduz poderes do Supremo Tribunal Federal
O
deputado federal Nazareno Fonteles (PT) usou ontem as redes sociais
para explicar que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2011 não
visa retaliar o STF (Supremo Tribunal Federal). A proposta submete as
decisões do STF ao crivo do Congresso Nacional em questões relacionadas à
Ação Direta de Inconstitucionalidade, Ação Declaratória de
Constitucionalidade e súmulas vinculantes. A proposta gerou uma grande
polêmica e resultou em críticas ao deputado em todo o país.
Para
os críticos, a PEC enfraquece o Supremo e coloca em risco a democracia
no país. Anteontem, o presidente da Câmara Federal, deputado Henrique
Eduardo Alves (PMDB-RN), decidiu suspender a tramitação da proposta, que
já havia sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da casa.
Ontem, Nazareno Fonteles se defendeu das críticas no Facebook.
Ele disse que a PEC é apenas uma forma de o Congresso não permitir que o
Supremo se exceda nas suas atribuições. Para o deputado, nos últimos
anos o Judiciário vem exorbitando o poder e interferindo em matérias que
são próprias do Poder Legislativo.
Ele reagiu às declarações
do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, e do ministro Gilmar
Mendes, de que se trata de uma proposta inconstitucional e que
enfraquece a democracia. "Não há o que temer: não existem possibilidades
de afronta, retaliação muito menos perigo de que a Constituição seja
rasgada na CCJ e no Plenário da Câmara ou no Senado. Afinal, quem melhor
interpreta o que está escrito na Constituição é justamente quem a
escreveu", disse Nazareno Fonteles por meio do Facebook.
O
parlamentar compartilhou no Facebook texto atribuído ao jornalista
Leonardo Attuch, do portal Brasil 247 que diz que o STF tem sido
transformado numa espécie de linha auxiliar das minorias derrotadas no
parlamento. "Ocorre que isso subverte a essência da própria democracia.
Num regime representativo, grupos minoritários devem lutar para buscar
consensos, alianças e, quem sabe, um dia se tornarem majoritários. O que
não faz sentido é, após uma derrota, buscarem o tapetão jurídico e -
mais grave - serem acolhidos por ministros que zelam pela Constituição",
diz o texto.
O jornalista diz ainda, segundo o material
compartilhado pelo deputado, que "todas as questões que pararam no STF
foram antes votadas, de acordo com o regimento da Câmara e do Senado,
pelos representantes legítimos do povo. Quem perdeu, saiu derrotado por
uma razão simples: menos voto do que seus adversários".( Diário do Povo )
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