É muito lixo jogado próximo as casas que exala mau cheiro e atrai mosquitos. Moradores cobram recolhimento
Os
moradores das ruas Ri-bamar Pacheco e rua Industrial José Camilo da
Silveira, localizadas do lado da Ponte Es-taiada, zona Leste de
Teresina, vivem em meio a um verdadeiro lixão. O local, que fica a
poucos metros da avenida Raul Lopes, foi limpo para abertura do
prolongamento da rua Industrial José Camilo da Silveira, no começo do
ano. No entanto, carroceiros, restaurantes, condomínios e floriculturas
estão usando o espaço para jogarem lixo e até animais mortos.
"A
gente vive tendo que aguentar o mau cheiro. Os carroceiros jogam lixo
aí quase todo dia. Além deles, os restaurantes estão jogando restos de
comida. As floriculturas jogam restos de plantas e até os condomínios
contratam caminhões para jogarem o lixo deles aqui. Até dois meses antes
do Corso estava tudo limpo, mas depois, começaram a usar o terreno como
lixão. O carro do lixo passa por aqui, mas só até onde tem calçamento",
conta Humberto Sousa.
A situação mais crítica é na casa da
senhora Maria Alves Silva. No seu quintal existe uma lagoa que está
sendo "empurrada" para dentro de casa devido ao acúmulo de lixo na entrada
da rua José Camilo da Silveira. Na casa de dona Maria Alves moram
também crianças que estão correndo risco de contaminação por picada de
mosquitos, pois a água da lagoa já está quase dentro da cozinha da
casa.
"Aqui também tem muita cobra. O mau cheiro é horrível,
sempre aparece bicho morto e resto de comida podre. É um perigo deixar
as crianças lá fora. O lixo que as pessoas jogam no começo da rua impede
a passagem da água para o córrego e por isso água é empurrada para
dentro de casa. Essa situação é um absurdo. A prefeitura
deveria mandar colocar uma manilha para que água escorresse com mais
facilidade, já que não resolve o problema da quantidade de lixo. Até as
pessoas que moram nos locais onde passa o caminhão do lixo jogam suas
sacolas aí". Maria Alves mora há 25 anos no local e diz que nunca tinha
acontecido da água da lagoa invadir a casa dela.
( Diário do Povo )
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