terça-feira, 28 de janeiro de 2014

MPF abre investigação por improbidade contra 11 ex-diretores do BNB

 

 

Os mesmos ex-servidores são réus em ação penal por gestão fraudulenta.
TCU identificou rombo de R$ 1,2 bilhão em empréstimos não pagos.

Do G1 CE
 
 
O Ministério Público Federal (MPF) no Ceará vai apurar se os ex-diretores e ex-auditores do Banco do Nordeste (BNB) denunciados por fraude também cometeram improbidade administrativa. Dos 11 denunciados, a Justiça Federal aceitou a abertura de processo contra cinco - nenhum deles ocupa mais cargos na diretoria. Dois dos cinco suspeitos excluídos da ação penal ainda trabalham na instituição em Fortaleza. O MPF recorreu da decisão do juiz da 11.ª Vara Federal, Ricardo Campos.
 
 
Segundo a denúncia do MPF, um relatório de auditoria operacional do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou a existência de clientes com dezenas e até centenas de operações baixadas em prejuízo, sem que tenha sido feita ação de cobrança judicial por parte do BNB. De 55.051 operações auditadas, somente 2.385 possuíam Autorização de Cobrança Judicial (ACJ). As operações foram realizadas com recursos do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE), provocando um desfalque superior a R$ 1,2 bilhão nas contas do banco.
No inquérito civil público, o MPF apura se as condutas dos ex-dirigentes configuram atos de improbidade administrativa, que podem resultar na perda da função pública dos acusados e ressarcimento dos danos patrimoniais ocasionados ao banco. As sanções podem ser aplicadas também a clientes inadimplentes da instituição financeira, que contribuíram com o desfalque.
Ex-presidente
Um dos citados no caso, o ex-presidente Roberto Smith (gestor entre 2003 e 2010) reafirmou nesta terça-feira (28) que somente vai se pronunciar sobre as denúncias na Justiça, mas disse estar preocupado com o danos à imagem do banco.  "Não faço referências a questões judiciais. Respondo elas perante a Justiça, mesmo porque são questões muito complexas e a gente não pode fazer um jogo de cena em relação a isso. O que realmente me perturba, me deixa mal, é que isso joga com a imagem do Banco do Nordeste, que é uma entidade que eu aprendi a gostar, a amar, a respeitar e entender o seu papel no desenvolvimento e que ela precisa estar muito bem trabalhada no sentido de que essa imagem não seja ofendida'', disse

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