
PMDB:
o partido das raposas e coronéis perderá o poder de indicação no
estratégico Ministério da Integração Nacional , Nos estados, o PT
trabalha cirurgicamente para implodir alianças regionais.
Por sua estatura histórica e densidade
eleitoral, o PMDB era para ser aquele partido político cuja atuação no
Congresso Nacional poderia atenuar os abusos do poder executivo, que no
Brasil sempre se apropriou do parlamento para refrear o ímpeto
reivindicatório da sociedade.
Em vez disso, o partido preferiu (em
troca de vantagens políticas e pessoais para os seus principais líderes)
transformar-se numa espécie de capitão do mato do executivo nas duas
principais casas legislativas do país.
Sem nenhum grande líder com
respeitabilidade nacional desde Ulysses Guimarães, coube ao PMDB ser o
abrigo de raposas e velhos coronéis da política, que se mantém no poder a
partir de alianças espúrias com o poder executivo. Para chantagear e
manter o poder em ministérios e estatais importantes do país, o PMDB usa
a força que detém para controlar redutos eleitorais.
Desde as eleições de 2012 o PMDB, apesar
de manter-se como o partido que detém o maior número de prefeitos,
perdeu para PT e PSB, respectivamente, a condição de partido que governa
para maior número de habitantes e em maior número de capitais. Para
piorar, nos lugares em que governa, os líderes partidários peemedebistas
perderam prestígio e espaço político.
Dois bons exemplos do desgaste do PMDB
são os governadores do Rio de Janeiro e do Maranhão. Sérgio Cabral e
Roseana Sarney viram o que restava de suas reputações ir para o buraco a
partir das manifestações de junho do ano passado. Com a perda de
popularidade, ambos não conseguem fazer deslanchar seus pré candidatos
ao governo.
No desespero, Roseana e Cabral apelaram
para atitudes extremas de chantagem contra o PT, principal aliado. No
Maranhão, como se sabe, Roseana partiu para cima de Rui Falcão, que
reclamou em público de maus tratos. No Rio, com o fortalecimento da
candidatura própria do PT, Cabral iniciou um processo de exoneração em
massa dos petistas que ocupam cargo no governo. Em ambos os casos, a
situação é usada por petistas para tentar escapar de alianças
indesejadas com o desgastado partido de Sarney.
A aliança PT/PMDB também é questionada
por petistas no Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Piauí, Paraná,
Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
No Planalto Central, o PT deve dará um
golpe que pode ser mortal, já que retirará o estratégico Ministério da
Integração Regional das mãos do PMDB. O Ministério já é tradicionalmente
usado pelo partido para fortalecer as bases do partido nos chamados
grotões do país.
Se a aliança entre os dois partidos
fracassar na maioria desses estados, ficará claro que o poder de
barganha do maior partido do Brasil diminuiu drasticamente junto ao
governo federal, o que para um partido que vive às custas do parasitismo
na máquina pública, pode ser uma verdadeira catástrofe.
Será que 2014 marcará o início do eclipse do PMDB de José Sarney, Renan Calheiros e Michel Temer?
( Do Blog da Ligia Teixeira/JP)
Nenhum comentário:
Postar um comentário