terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O eclipse do PMDB?


 

 

PMDB: o partido das raposas e coronéis pode perde espaço
PMDB: o partido das raposas e coronéis perderá o poder de indicação no  estratégico Ministério  da Integração Nacional , Nos estados, o PT trabalha cirurgicamente para implodir  alianças regionais.


Por sua estatura histórica e densidade eleitoral, o PMDB era para ser aquele partido político cuja atuação no Congresso Nacional poderia atenuar os abusos do poder executivo, que no Brasil sempre se apropriou do parlamento para refrear o ímpeto reivindicatório da sociedade.
Em vez disso, o partido preferiu (em troca de vantagens políticas e pessoais para os seus principais líderes)  transformar-se numa espécie de capitão do mato do executivo nas duas principais casas legislativas do país.
Sem nenhum grande líder com respeitabilidade nacional desde Ulysses Guimarães, coube ao PMDB ser o abrigo de raposas e velhos coronéis da política, que se mantém no poder a partir de alianças espúrias com o poder executivo. Para chantagear e manter o poder em ministérios e estatais importantes do país, o PMDB usa a força que detém para controlar redutos eleitorais.
Desde as eleições de 2012 o PMDB, apesar de manter-se como o partido que detém o maior número de prefeitos, perdeu para PT e PSB, respectivamente, a condição de partido que governa para  maior número de habitantes e em maior número de capitais. Para piorar, nos lugares em que governa, os líderes partidários peemedebistas perderam prestígio e espaço político.
Dois bons exemplos do desgaste do PMDB são os governadores do Rio de Janeiro e do Maranhão. Sérgio Cabral e Roseana Sarney  viram o que restava de suas reputações ir para o buraco a partir das manifestações de junho do ano passado. Com a perda de popularidade, ambos não conseguem fazer deslanchar seus pré candidatos ao governo.
No desespero, Roseana e Cabral apelaram para atitudes extremas de chantagem contra o PT, principal aliado. No Maranhão, como se sabe,  Roseana partiu para cima de Rui Falcão, que reclamou em público de maus tratos. No Rio, com o fortalecimento da candidatura própria do PT, Cabral iniciou um processo de exoneração em massa dos petistas que ocupam cargo no governo. Em ambos os casos, a situação é usada por petistas para tentar escapar de alianças indesejadas com o desgastado partido de Sarney.
A aliança PT/PMDB também é questionada por petistas no Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Piauí, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
No Planalto Central, o PT deve dará um golpe que pode ser mortal, já que retirará o estratégico Ministério da Integração Regional das mãos do PMDB. O Ministério já é tradicionalmente usado pelo partido para fortalecer as bases do partido nos chamados grotões do país.
Se a aliança entre os dois partidos fracassar na maioria desses estados, ficará claro que o poder de barganha do maior partido do Brasil diminuiu drasticamente junto ao governo federal, o que para um partido que vive às custas do parasitismo na máquina pública, pode ser uma verdadeira catástrofe.
Será que 2014 marcará o início do eclipse do PMDB de José Sarney, Renan Calheiros e Michel Temer?
 
( Do Blog da Ligia Teixeira/JP) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário