segunda-feira, 2 de junho de 2014

Charge do Alpino

Uma nação em frangalhos


Carlos Chagas
Provas, não há. Provavelmente, nem haverá. Eles são espertos e malandros. Mas é impossível que alguém não de preocupe, na imprensa, nas universidades, na Polícia Federal ou na Agência Brasileira de Inteligência, em juntar os fios desse enigma que nos assola desde junho do ano passado, quando se multiplicaram ao infinito as manifestações de protesto e de violência perpetradas por  sucessivas parcelas da sociedade contra as sofríveis e abomináveis estruturas institucionais do país. Não que motivos inexistissem, até fartos,  justificando  a indignação geral diante da falência do poder público.  Mas dá para desconfiar das origens dessa crescente onda de protestos, depredações, greves, paralisações e desordens repetidas entre nós.
Teria a sofrida massa popular apenas despertado da letargia de décadas diante de governos e de entidades variadas da sociedade civil, nas quais inutilmente continuamos a depositar queixas e esperanças? Na Física, nenhum efeito registra-se sem causa. Na Sociologia e na Política também. A conclusão inicial é de que estímulos devem ser detectados para acelerar essa evidência de desagregação nacional. Internos e externos.
De um ano para cá tem ganhado as ruas montes de  categorias e grupos sociais protestando contra falhas, omissões e excessos do poder público, exigindo no espaço de doze meses iniciativas há décadas descuidadas  pelo estado nacional e por seus supostos beneficiários, importando menos a que partidos,ideologias ou filiados pertençam uns e outros. De graça, esses fenômenos não costumam acontecer.
Tem azeitona nessa empada, sem que se atenuem ou desculpem  as cobranças, de um lado, e de outro a inação, a incompetência ou a corrupção de quantos esperam e de quantos se propõem a livrar o país e nossas agruras, pois apenas despencamos cada vez mais para as profundezas, sejam do PT, do PSDB, do PMDB ou estejam fardados, de terno ou macacão.
Sempre foi assim, dirão  os céticos, mas o problema é que de um ano para cá inflou-se o germe dos protestos, do inconformismo  e da insurgência do Brasil Real contra o Brasil Formal. A confusão e a  desordem podem explicar-se por nossas deficiências seculares. Só que não dá para entender porque, de repente, caracteriza-se o caos em nosso dia a dia.  Todos os setores da sociedade insurgem-se a um só tempo, numa ação eivada de reclamos naturais,mas, também, de excessos injustificáveis.
Quem nos despertou? Que força estranha vem despertando tamanha rebelião na placidez a que estávamos acostumados faz tempo? Parece bobagem argumentar que recebendo mais do que recebia,  a população exige mais ainda. Haverá motivo para que, da noite para o dia, a acomodação tenha virado indignação incontrolável, não havendo sinais de arrefecer tão cedo.
É bom tomar cuidado. Podem estar vindo de fora os estímulos para que a ordem canhestra do passado se tenha transformado em desordem desordenada de hoje. A quem interessa a confusão que só nos prejudica?
Traduzindo todas essas inúteis considerações: existem nações de organizações internacionais interessadas em manter ou mesmo em fazer retroceder o Brasil à condição de colônia destinada a servi-las sem o sonho da libertação. Basta verificar que cada vez mais  nos tornamos, como no passado, exportadores de matérias primas e importadores do que a industria produz lá fora. Claro que auxiliados por parte de nossas elites econômicas e políticas. Para isso, nada melhor do que estimularem a desintegração aqui dentro. Quanto mais para eles nos transformarem numa nação em frangalhos, melhor…

Permissão para segundo filho vai gerar 2 milhões de bebês por ano na China

Edgar Maciel -
Agência Estado
O governo da China decidiu afrouxar os limites da lei que permite o nascimento de apenas uma criança por casal. Agora, será permitido ter dois filhos, o que deve resultar em mais de dois milhões de bebês a mais por ano, informaram as autoridades de saúde.
O Partido Comunista introduziu os limites para a taxa de natalidade em 1980, em uma tentativa de conter o crescimento da população, além da demanda por água e outros recursos. Até hoje, casais que desejassem ter mais de um filho precisavam pagar multas e outras penalidades. A pressão por limites levou as autoridades locais a forçar as mulheres a provocar abortos, mesmo tal medida sendo ilegal no país.
Em novembro de 2013, o partido anunciou que, em algumas regiões do país, a permissão para um segundo filho seria concedida. Ambos os pais, no entanto, precisavam ser filhos únicos para se qualificarem a isenção do governo.
A China já enfrenta uma escassez de leitos obstétricos. Com a nova medida, o governo vai precisar construir novas unidades de saúde para receber as gestantes em trabalho de parto. Em 2013, o país registrou 18,5 milhões de nascimento, segundo a Unicef. Com o alívio na lei, a previsão de crescimento na taxa de natalidade será de 11%. A previsão de dois milhões pode ser menor devido à crescente aceitação da população chinesa pelas famílias menores.
O relaxamento na política já tem surgido efeitos nas cidades de Pequim, Tianjin, Xangai e Chongqinp, além das províncias de Zheijiang, Jiangxi, Anhui, Sichuan, Guangdong e Jiangsu. (Com informações da Associated Press)

Torcer não é ser idiota


João Gualberto Jr.
Algumas pessoas têm expressado que vão torcer pela seleção brasileira na Copa e que não vão se permitir reprimir. Esse tipo de comentário vem se avolumando na internet e em nossas redes de relações. E é um tanto surreal o fato de se chegar a quase pedir licença para apoiar a seleção numa Copa do Mundo no chamado “país do futebol”.
Certamente não há espaço nem pretensão analítica de compreender o fenômeno. Mas ele carece de reflexão. Se uma pessoa que gosta de futebol, especialmente na Copa, diz que vai torcer apesar das manifestações, é porque ela se sente reprimida. Primeiro, os torcedores brasileiros – ou os estrangeiros – não são os alvos dos protestos, ao contrário das autoridades públicas e privadas que organizaram e bancaram o evento. Além disso, até que se saiba, nenhum foi vitimado em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.
Daí que talvez seja exagerado alguém de camisa amarela temer ser atacado por um compatriota vestido de preto que julga o primeiro um imbecil alienado. Se um absurdo desses ocorrer, imbecil e alienado será o segundo – uma hipótese que convém não descartar, aliás.
Mais do que causado por forças de fora, esse sentimento contrariado pode ser mais fruto de uma autorrepressão. Torcer pela seleção em uma Copa financiada por R$ 26 bilhões dos nossos bolsos pode ser uma ação interpretada como idiotice, como falta de compreensão das dimensões políticas e sociais envolvidas. É possível que tenhamos assimilado uma parcela da indisposição geral quanto aos desmandos e às safadezas ligados à competição. Então, é compreensível que exista o dilema entre um lado racional/militante e outro tradicional/emotivo: torcer ou não torcer.
PRESSÕES PSICOLÓGICAS
Quem superou essa fase das pressões psicológicas rivais e pretende mesmo vestir a amarelinha e comprar bandeira pode se questionar: “o que os outros vão pensar?”. A autorrepressão que eu sofro é a mesma do amigo, do primo, do vizinho. Posso incentivá-los a se juntarem à torcida, mas posso ainda sofrer uma rajada fulminante de canto de olho. Quem poderia pensar que torcer pelo Brasil numa Copa fosse algo que requeresse alguma dose de coragem?
Mas, e daí? Quem torce não necessariamente é desinformado ou teve seu senso crítico embotado pela publicidade e pela TV Globo. Consciência política e torcida de futebol podem coabitar um indivíduo, e cidadania é algo que independe da cor da camisa e do gosto pelo futebol.
Será que só comemoram o título de 70 os mansos, os alienados e os aliados de Médici? E os brasileiros que tinham alguma dimensão política do que ocorria com o país naquele momento resistiram aos shows de Pelé, Tostão, Rivelino e Carlos Alberto?
As pessoas se expressam hoje – dizendo que vão torcer ou que “não vai ter Copa” – diferentemente do que podiam fazer há 44 anos. A democracia permite esse tipo de autonomia, assim como garante o direito de se manifestar na avenida. Tem mais: boa parte desse climão de repressão vai derreter no primeiro gol do time do Felipão. Vai ter Copa sim, não tem mais jeito. Torça quem quiser, e bola pra frente até outubro. Lá, sim, a torcida será muito menos útil do que a consciência. (transcrito de O Tempo)

Joaquim Barbosa é o Ruy Barbosa travestido de Batman


Genilson Albuquerque Percinotto
Joaquim é admirável em meio a tanta sujeirada e teve seus momentos marcantes, mas Ruy Barbosa de Oliveira só reencarnou geneticamente em seus descendentes, como a Marina (Souza Ruy Barbosa) e ideologicamente em alguns brasileiros. Até no próprio Joaquim, embora apenas em parte. Cada ser humano é fenotipicamente único e é identificado por seus atos, suas escolhas.
Há uma identidade interessante entre o pensamento reconhecido de Ruy Barbosa e o que parte da população brasileira espelha em Joaquim Barbosa (se exageradamente, por pura falta de opções tão ostensivas no alto escalão), mediante construção também midiática, embora logo depois implodida, mas que pode ser reerguida de acordo com os interesses em jogo.
O óbvio, mas que foi ventilado abertamente pelos dois Barbosas:
Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da República, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra [...], negação completa de todas as ideias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regime e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo.

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente (Parte II)

Mansueto Almeida
Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam. Confira essas:
(1) CCJ aprova aumento acima do teto para juízes e membros do MP: Presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa defendeu criação de adicional por tempo de serviço. (Congresso em Foco)
A minha visão pessoal como economista, por favor não me processem por divulgar minha opinião, é que o teto vale para todo mundo. Mas hoje a CCJ aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal. A concessão do benefício permitirá que essas categorias recebam acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 29,4 mil.
Mas hoje também o Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, reviu liminar que havia concedido e mandou suspender os supersalários no Congresso Nacional (clique aqui). Ou seja, cria-se uma gratificação para permitir que juízes e membros do Min. Público possam ganhar acima do teto e no mesmo dia um Ministro do STF manda cortar os salários dos 1.800 funcionários do Congresso Nacional que recebem acima do teto?
Qual a mensagem que fica? Que todos os demais funcionários públicos devem lutar por gratificações por adicional por tempo de serviço como fizeram os juízes e membros MP para que as demais carreiras possam furar o teto constitucional de R$ 29,4 mil.
Justiça seja feita. Neste caso, ao contrário dos demais, os senadores do PT votaram contra, bem como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Mas o PMDB votou a favor e a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB-DF).
(2) PF diz haver suspeita de atuação de ‘organização criminosa’ na Petrobras(Folha de São Paulo 21 de maio de 2014).
Matéria da Folha de São Paulo afirma que: “Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”.
Vamos torcer para que o relatório da Polícia Federal esteja errado e que a suspeita de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras não se confirmeUma coisa no entanto podemos confirmar.
Alguém deste governo teve uma excelente ideia de aumentar excessivamente a exigência de conteúdo nacional dos investimentos no Pré Sal, atrasar os reajustes do preço dos combustíveis, ocasionado um problema na geração de caixa da Petrobras e levando a empresa a um super endividamento que superou US$ 100 bilhões no primeiro trimestre deste ano – uma dívida equivalente a quatro vezes sua geração de caixa operacional – leiam aqui o post do excelente blog de noticias de mercado do jornalista Geraldo Samor da VEJA mercados. Como fala corretamente o colunista: “A Petrobras não precisa ser privatizada. Só de voltar a pertencer ao Brasil, a ação já valeria o dobro.”
Mas nessa confusão sobre a Petrobras só não entendi uma coisa. Acho que escutei alguém do governo falar que a oposição queria destruir a Petrobras (clique aqui). Eu não sabia que era a oposição que nomeava os diretores e presidente da Petrobras. Eu também não sabia que era a oposição que determinava a política de reajuste dos preços combustíveis. Que oposição é esta?
Acho que a melhor coisa a fazer para ficar otimista é assistir Dora Aventureira ou Diego com o meu filho de três anos. Pelo menos nesses casos tenho certeza que a Dora vai conseguir passar pelos obstáculos do mapa e o Diego vai ter sucesso em salvar o animal em perigo.
(artigo enviado por Mário Assis)


Eduardo Campos se irrita com pergunta sobre situação social de Pernambuco

José Carlos Werneck
Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência da República, ficou visivelmente irritado ao ser perguntado sobre os indicadores sociais de Pernambuco, estado que governou por 7 anos e três meses.
Durante uma sabatina, realizada, em Osasco, com veículos de comunicação da região metropolitana de São Paulo, um repórter do jornal Página Zero, de Carapicuíba, perguntou se Campos acreditava que a gestão dele em Pernambuco iria lhe servir como uma boa “vitrine” para a campanha à presidência.
Demontrando que não possui serenidade e que não admite ser contrariado, qualidades indispensáveis a qualquer aspirante ao mais importante cargo eletivo do País, Eduardo Campos foi grosseiro,ríspido e deselegante,ao afirmar:
“Eu acredito que sim, porque quem vive lá – ao contrário de você – e conhece o quanto esses índices melhoraram, teve a possibilidade de falar sobre a minha gestão quando foi às urnas”, declarou impaciente.
Em 2010, Eduardo Campos foi reeleito com quase 83% dos votos em primeiro turno. Não obstante o claro avanço da economia local nos últimos anos, Pernambuco ainda apresenta um péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não demonstra bom desempenho em índices como o Ideb, que a mede a qualidade do aprendizado nacional.
“Você acha que eu teria recebido quatro prêmios da ONU, 83% de votos na reeleição e teria sido considerado o melhor governador do Brasil pelo Datafolha se eu não tivesse melhorado todos esses indicadores?”, indagou Campos.
CITANDO PROJETOS
Em seus pronunciamentos, ele costuma citar projetos que implementou,no estado, como modelos de boa gestão.
Ao falar sobre Educação, foi taxativo ao afirmar que foi o governador que mais construiu escolas de tempo integral e mostrou os resultados do programa Pacto Pela Vida, que conseguiu conter o avanço da violência no Estado.
Eduardo Campos disse que a situação do estado era pior antes de ele assumir o governo: “Em sete anos de governo você não resolve todos os problemas. Mas nunca a vida da população melhorou tanto como nos últimos anos”.

Campanha à mineira


Murilo Rocha
Enquanto a eleição presidencial já começa a esquentar, com troca de denúncias e acusações de todos os lados, envolvendo não só os presidenciáveis como também seus apoiadores e eleitores, em Minas Gerais, o ritmo das campanhas para o governo do Estado ainda é lento e longe do eleitor. Os dois principais candidatos – Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) – têm priorizado agendas bem discretas com prefeitos e empresários no interior.
Além da limitação da legislação eleitoral, fica evidente também uma estratégia de ambos de evitarem um excesso de exposição em um momento conturbado socialmente no país. Aparições, por agora, na visão das duas campanhas, acrescentariam pouco aos candidatos, e as chances de desgastes são maiores se comparadas ao potencial de crescimento.
Essa letargia proposital implica, aparentemente, em um prejuízo mais significativo para o lado tucano, pois Pimenta terá de vencer um desconhecimento de uma parcela maior do eleitorado em um tempo menor e ao mesmo tempo ainda lidar com o indiciamento da Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Ele recebeu R$ 300 mil das agências de Marcos Valério, condenado pelo STF por ser considerado o operador do mensalão. E, mesmo alegando ter recebido o dinheiro em troca de uma consultoria prestada em 2003, o inquérito foi instaurado para apurar a denúncia e será explorado pelos adversários durante o período eleitoral.
SUBSTITUIÇÃO
Há quem ainda acredite em uma mudança de rumo na campanha de Pimenta com a sua substituição por um outro candidato – Alberto Pinto Coelho (PP) ou Marcus Pestana. O candidato e o partido já negaram inúmeras vezes, mas a ideia não é totalmente descabida e pode voltar a ganhar força com a divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após a confirmação dos nomes de Pimenta e Pimentel. A diferença do petista em relação ao tucano irá variar de um levantamento para o outro, mas em todos espera-se uma dianteira superior a dez pontos percentuais.
O clima sonolento da pré-campanha ao governo do Estado também causa estranheza, porque a expectativa era justamente a de um ambiente mais tenso, em razão de, pela primeira vez, desde 2002, o cenário da sucessão estadual ser considerado incerto. E também pelo fato de dois candidatos à Presidência – ambos mineiros – apostarem pesado em seus palanques em Minas para alavancarem os números de votos.
Em comum com a campanha presidencial e com as demais disputas país afora, a corrida eleitoral no Estado só se iguala até agora pela ausência de propostas inovadoras e capazes de alterar a realidade regional. Não se vê nada de novo.
Ainda sobre as eleições estaduais, a denúncia da oferta de R$ 20 milhões por parte do PSDB para o PMDB é séria e tem de ser apurada. Alguém está mentindo. (transcrito de O Tempo)

Antes da Copa, o Brasil perde Marinho Chagas, um craque maravilhoso


Marcos Lopes
Marinho Chagas, que foi hospitalizado ontem em João Pessoa depois de passar mal e sofrer uma forte hemorragia digestiva, faleceu na capital paraibana na madrugada deste domingo, aos 62 anos. Ele estava na capital paraibana participando de um encontro de colecionadores de figurinhas e lançando a réplica da camisa que ele usou na Copa de 1974.
Marinho foi na minha opinião o maior nome do futebol potiguar de todos os tempos, sendo escolhido o lateral do século. Começou a carreira no Riachuelo e depois jogou no ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, Cosmos NY, São Paulo, América, teve passagem pelo futebol alemão.
Nesta semana durante o evento de lançamento da camisa retrô em uma choperia de Natal, Marinho Chagas estava bem e confiante no sucesso da Copa do Mundo e na conquista do título. Animado e descontraído como sempre, a Bruxa como ficou conhecido disse ao repórter Marksuel Figueiredo do Arena da TV Ponta Negra que ” Aqui em Natal minha camisa vai vender mais que a de Neymar”.
(Texto enviado por Ricardo Sales)
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Uma nação em frangalhos


Carlos Chagas
Provas, não há. Provavelmente, nem haverá. Eles são espertos e malandros. Mas é impossível que alguém não de preocupe, na imprensa, nas universidades, na Polícia Federal ou na Agência Brasileira de Inteligência, em juntar os fios desse enigma que nos assola desde junho do ano passado, quando se multiplicaram ao infinito as manifestações de protesto e de violência perpetradas por  sucessivas parcelas da sociedade contra as sofríveis e abomináveis estruturas institucionais do país. Não que motivos inexistissem, até fartos,  justificando  a indignação geral diante da falência do poder público.  Mas dá para desconfiar das origens dessa crescente onda de protestos, depredações, greves, paralisações e desordens repetidas entre nós.
Teria a sofrida massa popular apenas despertado da letargia de décadas diante de governos e de entidades variadas da sociedade civil, nas quais inutilmente continuamos a depositar queixas e esperanças? Na Física, nenhum efeito registra-se sem causa. Na Sociologia e na Política também. A conclusão inicial é de que estímulos devem ser detectados para acelerar essa evidência de desagregação nacional. Internos e externos.
De um ano para cá tem ganhado as ruas montes de  categorias e grupos sociais protestando contra falhas, omissões e excessos do poder público, exigindo no espaço de doze meses iniciativas há décadas descuidadas  pelo estado nacional e por seus supostos beneficiários, importando menos a que partidos,ideologias ou filiados pertençam uns e outros. De graça, esses fenômenos não costumam acontecer.
Tem azeitona nessa empada, sem que se atenuem ou desculpem  as cobranças, de um lado, e de outro a inação, a incompetência ou a corrupção de quantos esperam e de quantos se propõem a livrar o país e nossas agruras, pois apenas despencamos cada vez mais para as profundezas, sejam do PT, do PSDB, do PMDB ou estejam fardados, de terno ou macacão.
Sempre foi assim, dirão  os céticos, mas o problema é que de um ano para cá inflou-se o germe dos protestos, do inconformismo  e da insurgência do Brasil Real contra o Brasil Formal. A confusão e a  desordem podem explicar-se por nossas deficiências seculares. Só que não dá para entender porque, de repente, caracteriza-se o caos em nosso dia a dia.  Todos os setores da sociedade insurgem-se a um só tempo, numa ação eivada de reclamos naturais,mas, também, de excessos injustificáveis.
Quem nos despertou? Que força estranha vem despertando tamanha rebelião na placidez a que estávamos acostumados faz tempo? Parece bobagem argumentar que recebendo mais do que recebia,  a população exige mais ainda. Haverá motivo para que, da noite para o dia, a acomodação tenha virado indignação incontrolável, não havendo sinais de arrefecer tão cedo.
É bom tomar cuidado. Podem estar vindo de fora os estímulos para que a ordem canhestra do passado se tenha transformado em desordem desordenada de hoje. A quem interessa a confusão que só nos prejudica?
Traduzindo todas essas inúteis considerações: existem nações de organizações internacionais interessadas em manter ou mesmo em fazer retroceder o Brasil à condição de colônia destinada a servi-las sem o sonho da libertação. Basta verificar que cada vez mais  nos tornamos, como no passado, exportadores de matérias primas e importadores do que a industria produz lá fora. Claro que auxiliados por parte de nossas elites econômicas e políticas. Para isso, nada melhor do que estimularem a desintegração aqui dentro. Quanto mais para eles nos transformarem numa nação em frangalhos, melhor…

Permissão para segundo filho vai gerar 2 milhões de bebês por ano na China

Edgar Maciel -
Agência Estado
O governo da China decidiu afrouxar os limites da lei que permite o nascimento de apenas uma criança por casal. Agora, será permitido ter dois filhos, o que deve resultar em mais de dois milhões de bebês a mais por ano, informaram as autoridades de saúde.
O Partido Comunista introduziu os limites para a taxa de natalidade em 1980, em uma tentativa de conter o crescimento da população, além da demanda por água e outros recursos. Até hoje, casais que desejassem ter mais de um filho precisavam pagar multas e outras penalidades. A pressão por limites levou as autoridades locais a forçar as mulheres a provocar abortos, mesmo tal medida sendo ilegal no país.
Em novembro de 2013, o partido anunciou que, em algumas regiões do país, a permissão para um segundo filho seria concedida. Ambos os pais, no entanto, precisavam ser filhos únicos para se qualificarem a isenção do governo.
A China já enfrenta uma escassez de leitos obstétricos. Com a nova medida, o governo vai precisar construir novas unidades de saúde para receber as gestantes em trabalho de parto. Em 2013, o país registrou 18,5 milhões de nascimento, segundo a Unicef. Com o alívio na lei, a previsão de crescimento na taxa de natalidade será de 11%. A previsão de dois milhões pode ser menor devido à crescente aceitação da população chinesa pelas famílias menores.
O relaxamento na política já tem surgido efeitos nas cidades de Pequim, Tianjin, Xangai e Chongqinp, além das províncias de Zheijiang, Jiangxi, Anhui, Sichuan, Guangdong e Jiangsu. (Com informações da Associated Press)

Torcer não é ser idiota


João Gualberto Jr.
Algumas pessoas têm expressado que vão torcer pela seleção brasileira na Copa e que não vão se permitir reprimir. Esse tipo de comentário vem se avolumando na internet e em nossas redes de relações. E é um tanto surreal o fato de se chegar a quase pedir licença para apoiar a seleção numa Copa do Mundo no chamado “país do futebol”.
Certamente não há espaço nem pretensão analítica de compreender o fenômeno. Mas ele carece de reflexão. Se uma pessoa que gosta de futebol, especialmente na Copa, diz que vai torcer apesar das manifestações, é porque ela se sente reprimida. Primeiro, os torcedores brasileiros – ou os estrangeiros – não são os alvos dos protestos, ao contrário das autoridades públicas e privadas que organizaram e bancaram o evento. Além disso, até que se saiba, nenhum foi vitimado em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.
Daí que talvez seja exagerado alguém de camisa amarela temer ser atacado por um compatriota vestido de preto que julga o primeiro um imbecil alienado. Se um absurdo desses ocorrer, imbecil e alienado será o segundo – uma hipótese que convém não descartar, aliás.
Mais do que causado por forças de fora, esse sentimento contrariado pode ser mais fruto de uma autorrepressão. Torcer pela seleção em uma Copa financiada por R$ 26 bilhões dos nossos bolsos pode ser uma ação interpretada como idiotice, como falta de compreensão das dimensões políticas e sociais envolvidas. É possível que tenhamos assimilado uma parcela da indisposição geral quanto aos desmandos e às safadezas ligados à competição. Então, é compreensível que exista o dilema entre um lado racional/militante e outro tradicional/emotivo: torcer ou não torcer.
PRESSÕES PSICOLÓGICAS
Quem superou essa fase das pressões psicológicas rivais e pretende mesmo vestir a amarelinha e comprar bandeira pode se questionar: “o que os outros vão pensar?”. A autorrepressão que eu sofro é a mesma do amigo, do primo, do vizinho. Posso incentivá-los a se juntarem à torcida, mas posso ainda sofrer uma rajada fulminante de canto de olho. Quem poderia pensar que torcer pelo Brasil numa Copa fosse algo que requeresse alguma dose de coragem?
Mas, e daí? Quem torce não necessariamente é desinformado ou teve seu senso crítico embotado pela publicidade e pela TV Globo. Consciência política e torcida de futebol podem coabitar um indivíduo, e cidadania é algo que independe da cor da camisa e do gosto pelo futebol.
Será que só comemoram o título de 70 os mansos, os alienados e os aliados de Médici? E os brasileiros que tinham alguma dimensão política do que ocorria com o país naquele momento resistiram aos shows de Pelé, Tostão, Rivelino e Carlos Alberto?
As pessoas se expressam hoje – dizendo que vão torcer ou que “não vai ter Copa” – diferentemente do que podiam fazer há 44 anos. A democracia permite esse tipo de autonomia, assim como garante o direito de se manifestar na avenida. Tem mais: boa parte desse climão de repressão vai derreter no primeiro gol do time do Felipão. Vai ter Copa sim, não tem mais jeito. Torça quem quiser, e bola pra frente até outubro. Lá, sim, a torcida será muito menos útil do que a consciência. (transcrito de O Tempo)

Joaquim Barbosa é o Ruy Barbosa travestido de Batman


Genilson Albuquerque Percinotto
Joaquim é admirável em meio a tanta sujeirada e teve seus momentos marcantes, mas Ruy Barbosa de Oliveira só reencarnou geneticamente em seus descendentes, como a Marina (Souza Ruy Barbosa) e ideologicamente em alguns brasileiros. Até no próprio Joaquim, embora apenas em parte. Cada ser humano é fenotipicamente único e é identificado por seus atos, suas escolhas.
Há uma identidade interessante entre o pensamento reconhecido de Ruy Barbosa e o que parte da população brasileira espelha em Joaquim Barbosa (se exageradamente, por pura falta de opções tão ostensivas no alto escalão), mediante construção também midiática, embora logo depois implodida, mas que pode ser reerguida de acordo com os interesses em jogo.
O óbvio, mas que foi ventilado abertamente pelos dois Barbosas:
Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da República, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra [...], negação completa de todas as ideias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regime e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo.

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente (Parte II)

Mansueto Almeida
Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam. Confira essas:
(1) CCJ aprova aumento acima do teto para juízes e membros do MP: Presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa defendeu criação de adicional por tempo de serviço. (Congresso em Foco)
A minha visão pessoal como economista, por favor não me processem por divulgar minha opinião, é que o teto vale para todo mundo. Mas hoje a CCJ aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal. A concessão do benefício permitirá que essas categorias recebam acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 29,4 mil.
Mas hoje também o Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, reviu liminar que havia concedido e mandou suspender os supersalários no Congresso Nacional (clique aqui). Ou seja, cria-se uma gratificação para permitir que juízes e membros do Min. Público possam ganhar acima do teto e no mesmo dia um Ministro do STF manda cortar os salários dos 1.800 funcionários do Congresso Nacional que recebem acima do teto?
Qual a mensagem que fica? Que todos os demais funcionários públicos devem lutar por gratificações por adicional por tempo de serviço como fizeram os juízes e membros MP para que as demais carreiras possam furar o teto constitucional de R$ 29,4 mil.
Justiça seja feita. Neste caso, ao contrário dos demais, os senadores do PT votaram contra, bem como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Mas o PMDB votou a favor e a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB-DF).
(2) PF diz haver suspeita de atuação de ‘organização criminosa’ na Petrobras(Folha de São Paulo 21 de maio de 2014).
Matéria da Folha de São Paulo afirma que: “Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”.
Vamos torcer para que o relatório da Polícia Federal esteja errado e que a suspeita de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras não se confirmeUma coisa no entanto podemos confirmar.
Alguém deste governo teve uma excelente ideia de aumentar excessivamente a exigência de conteúdo nacional dos investimentos no Pré Sal, atrasar os reajustes do preço dos combustíveis, ocasionado um problema na geração de caixa da Petrobras e levando a empresa a um super endividamento que superou US$ 100 bilhões no primeiro trimestre deste ano – uma dívida equivalente a quatro vezes sua geração de caixa operacional – leiam aqui o post do excelente blog de noticias de mercado do jornalista Geraldo Samor da VEJA mercados. Como fala corretamente o colunista: “A Petrobras não precisa ser privatizada. Só de voltar a pertencer ao Brasil, a ação já valeria o dobro.”
Mas nessa confusão sobre a Petrobras só não entendi uma coisa. Acho que escutei alguém do governo falar que a oposição queria destruir a Petrobras (clique aqui). Eu não sabia que era a oposição que nomeava os diretores e presidente da Petrobras. Eu também não sabia que era a oposição que determinava a política de reajuste dos preços combustíveis. Que oposição é esta?
Acho que a melhor coisa a fazer para ficar otimista é assistir Dora Aventureira ou Diego com o meu filho de três anos. Pelo menos nesses casos tenho certeza que a Dora vai conseguir passar pelos obstáculos do mapa e o Diego vai ter sucesso em salvar o animal em perigo.
(artigo enviado por Mário Assis)


Eduardo Campos se irrita com pergunta sobre situação social de Pernambuco

José Carlos Werneck
Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência da República, ficou visivelmente irritado ao ser perguntado sobre os indicadores sociais de Pernambuco, estado que governou por 7 anos e três meses.
Durante uma sabatina, realizada, em Osasco, com veículos de comunicação da região metropolitana de São Paulo, um repórter do jornal Página Zero, de Carapicuíba, perguntou se Campos acreditava que a gestão dele em Pernambuco iria lhe servir como uma boa “vitrine” para a campanha à presidência.
Demontrando que não possui serenidade e que não admite ser contrariado, qualidades indispensáveis a qualquer aspirante ao mais importante cargo eletivo do País, Eduardo Campos foi grosseiro,ríspido e deselegante,ao afirmar:
“Eu acredito que sim, porque quem vive lá – ao contrário de você – e conhece o quanto esses índices melhoraram, teve a possibilidade de falar sobre a minha gestão quando foi às urnas”, declarou impaciente.
Em 2010, Eduardo Campos foi reeleito com quase 83% dos votos em primeiro turno. Não obstante o claro avanço da economia local nos últimos anos, Pernambuco ainda apresenta um péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não demonstra bom desempenho em índices como o Ideb, que a mede a qualidade do aprendizado nacional.
“Você acha que eu teria recebido quatro prêmios da ONU, 83% de votos na reeleição e teria sido considerado o melhor governador do Brasil pelo Datafolha se eu não tivesse melhorado todos esses indicadores?”, indagou Campos.
CITANDO PROJETOS
Em seus pronunciamentos, ele costuma citar projetos que implementou,no estado, como modelos de boa gestão.
Ao falar sobre Educação, foi taxativo ao afirmar que foi o governador que mais construiu escolas de tempo integral e mostrou os resultados do programa Pacto Pela Vida, que conseguiu conter o avanço da violência no Estado.
Eduardo Campos disse que a situação do estado era pior antes de ele assumir o governo: “Em sete anos de governo você não resolve todos os problemas. Mas nunca a vida da população melhorou tanto como nos últimos anos”.

Campanha à mineira


Murilo Rocha
Enquanto a eleição presidencial já começa a esquentar, com troca de denúncias e acusações de todos os lados, envolvendo não só os presidenciáveis como também seus apoiadores e eleitores, em Minas Gerais, o ritmo das campanhas para o governo do Estado ainda é lento e longe do eleitor. Os dois principais candidatos – Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) – têm priorizado agendas bem discretas com prefeitos e empresários no interior.
Além da limitação da legislação eleitoral, fica evidente também uma estratégia de ambos de evitarem um excesso de exposição em um momento conturbado socialmente no país. Aparições, por agora, na visão das duas campanhas, acrescentariam pouco aos candidatos, e as chances de desgastes são maiores se comparadas ao potencial de crescimento.
Essa letargia proposital implica, aparentemente, em um prejuízo mais significativo para o lado tucano, pois Pimenta terá de vencer um desconhecimento de uma parcela maior do eleitorado em um tempo menor e ao mesmo tempo ainda lidar com o indiciamento da Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Ele recebeu R$ 300 mil das agências de Marcos Valério, condenado pelo STF por ser considerado o operador do mensalão. E, mesmo alegando ter recebido o dinheiro em troca de uma consultoria prestada em 2003, o inquérito foi instaurado para apurar a denúncia e será explorado pelos adversários durante o período eleitoral.
SUBSTITUIÇÃO
Há quem ainda acredite em uma mudança de rumo na campanha de Pimenta com a sua substituição por um outro candidato – Alberto Pinto Coelho (PP) ou Marcus Pestana. O candidato e o partido já negaram inúmeras vezes, mas a ideia não é totalmente descabida e pode voltar a ganhar força com a divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após a confirmação dos nomes de Pimenta e Pimentel. A diferença do petista em relação ao tucano irá variar de um levantamento para o outro, mas em todos espera-se uma dianteira superior a dez pontos percentuais.
O clima sonolento da pré-campanha ao governo do Estado também causa estranheza, porque a expectativa era justamente a de um ambiente mais tenso, em razão de, pela primeira vez, desde 2002, o cenário da sucessão estadual ser considerado incerto. E também pelo fato de dois candidatos à Presidência – ambos mineiros – apostarem pesado em seus palanques em Minas para alavancarem os números de votos.
Em comum com a campanha presidencial e com as demais disputas país afora, a corrida eleitoral no Estado só se iguala até agora pela ausência de propostas inovadoras e capazes de alterar a realidade regional. Não se vê nada de novo.
Ainda sobre as eleições estaduais, a denúncia da oferta de R$ 20 milhões por parte do PSDB para o PMDB é séria e tem de ser apurada. Alguém está mentindo. (transcrito de O Tempo)

Antes da Copa, o Brasil perde Marinho Chagas, um craque maravilhoso


Marcos Lopes
Marinho Chagas, que foi hospitalizado ontem em João Pessoa depois de passar mal e sofrer uma forte hemorragia digestiva, faleceu na capital paraibana na madrugada deste domingo, aos 62 anos. Ele estava na capital paraibana participando de um encontro de colecionadores de figurinhas e lançando a réplica da camisa que ele usou na Copa de 1974.
Marinho foi na minha opinião o maior nome do futebol potiguar de todos os tempos, sendo escolhido o lateral do século. Começou a carreira no Riachuelo e depois jogou no ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, Cosmos NY, São Paulo, América, teve passagem pelo futebol alemão.
Nesta semana durante o evento de lançamento da camisa retrô em uma choperia de Natal, Marinho Chagas estava bem e confiante no sucesso da Copa do Mundo e na conquista do título. Animado e descontraído como sempre, a Bruxa como ficou conhecido disse ao repórter Marksuel Figueiredo do Arena da TV Ponta Negra que ” Aqui em Natal minha camisa vai vender mais que a de Neymar”.
(Texto enviado por Ricardo Sales)
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Uma nação em frangalhos


Carlos Chagas
Provas, não há. Provavelmente, nem haverá. Eles são espertos e malandros. Mas é impossível que alguém não de preocupe, na imprensa, nas universidades, na Polícia Federal ou na Agência Brasileira de Inteligência, em juntar os fios desse enigma que nos assola desde junho do ano passado, quando se multiplicaram ao infinito as manifestações de protesto e de violência perpetradas por  sucessivas parcelas da sociedade contra as sofríveis e abomináveis estruturas institucionais do país. Não que motivos inexistissem, até fartos,  justificando  a indignação geral diante da falência do poder público.  Mas dá para desconfiar das origens dessa crescente onda de protestos, depredações, greves, paralisações e desordens repetidas entre nós.
Teria a sofrida massa popular apenas despertado da letargia de décadas diante de governos e de entidades variadas da sociedade civil, nas quais inutilmente continuamos a depositar queixas e esperanças? Na Física, nenhum efeito registra-se sem causa. Na Sociologia e na Política também. A conclusão inicial é de que estímulos devem ser detectados para acelerar essa evidência de desagregação nacional. Internos e externos.
De um ano para cá tem ganhado as ruas montes de  categorias e grupos sociais protestando contra falhas, omissões e excessos do poder público, exigindo no espaço de doze meses iniciativas há décadas descuidadas  pelo estado nacional e por seus supostos beneficiários, importando menos a que partidos,ideologias ou filiados pertençam uns e outros. De graça, esses fenômenos não costumam acontecer.
Tem azeitona nessa empada, sem que se atenuem ou desculpem  as cobranças, de um lado, e de outro a inação, a incompetência ou a corrupção de quantos esperam e de quantos se propõem a livrar o país e nossas agruras, pois apenas despencamos cada vez mais para as profundezas, sejam do PT, do PSDB, do PMDB ou estejam fardados, de terno ou macacão.
Sempre foi assim, dirão  os céticos, mas o problema é que de um ano para cá inflou-se o germe dos protestos, do inconformismo  e da insurgência do Brasil Real contra o Brasil Formal. A confusão e a  desordem podem explicar-se por nossas deficiências seculares. Só que não dá para entender porque, de repente, caracteriza-se o caos em nosso dia a dia.  Todos os setores da sociedade insurgem-se a um só tempo, numa ação eivada de reclamos naturais,mas, também, de excessos injustificáveis.
Quem nos despertou? Que força estranha vem despertando tamanha rebelião na placidez a que estávamos acostumados faz tempo? Parece bobagem argumentar que recebendo mais do que recebia,  a população exige mais ainda. Haverá motivo para que, da noite para o dia, a acomodação tenha virado indignação incontrolável, não havendo sinais de arrefecer tão cedo.
É bom tomar cuidado. Podem estar vindo de fora os estímulos para que a ordem canhestra do passado se tenha transformado em desordem desordenada de hoje. A quem interessa a confusão que só nos prejudica?
Traduzindo todas essas inúteis considerações: existem nações de organizações internacionais interessadas em manter ou mesmo em fazer retroceder o Brasil à condição de colônia destinada a servi-las sem o sonho da libertação. Basta verificar que cada vez mais  nos tornamos, como no passado, exportadores de matérias primas e importadores do que a industria produz lá fora. Claro que auxiliados por parte de nossas elites econômicas e políticas. Para isso, nada melhor do que estimularem a desintegração aqui dentro. Quanto mais para eles nos transformarem numa nação em frangalhos, melhor…

Permissão para segundo filho vai gerar 2 milhões de bebês por ano na China

Edgar Maciel -
Agência Estado
O governo da China decidiu afrouxar os limites da lei que permite o nascimento de apenas uma criança por casal. Agora, será permitido ter dois filhos, o que deve resultar em mais de dois milhões de bebês a mais por ano, informaram as autoridades de saúde.
O Partido Comunista introduziu os limites para a taxa de natalidade em 1980, em uma tentativa de conter o crescimento da população, além da demanda por água e outros recursos. Até hoje, casais que desejassem ter mais de um filho precisavam pagar multas e outras penalidades. A pressão por limites levou as autoridades locais a forçar as mulheres a provocar abortos, mesmo tal medida sendo ilegal no país.
Em novembro de 2013, o partido anunciou que, em algumas regiões do país, a permissão para um segundo filho seria concedida. Ambos os pais, no entanto, precisavam ser filhos únicos para se qualificarem a isenção do governo.
A China já enfrenta uma escassez de leitos obstétricos. Com a nova medida, o governo vai precisar construir novas unidades de saúde para receber as gestantes em trabalho de parto. Em 2013, o país registrou 18,5 milhões de nascimento, segundo a Unicef. Com o alívio na lei, a previsão de crescimento na taxa de natalidade será de 11%. A previsão de dois milhões pode ser menor devido à crescente aceitação da população chinesa pelas famílias menores.
O relaxamento na política já tem surgido efeitos nas cidades de Pequim, Tianjin, Xangai e Chongqinp, além das províncias de Zheijiang, Jiangxi, Anhui, Sichuan, Guangdong e Jiangsu. (Com informações da Associated Press)

Torcer não é ser idiota


João Gualberto Jr.
Algumas pessoas têm expressado que vão torcer pela seleção brasileira na Copa e que não vão se permitir reprimir. Esse tipo de comentário vem se avolumando na internet e em nossas redes de relações. E é um tanto surreal o fato de se chegar a quase pedir licença para apoiar a seleção numa Copa do Mundo no chamado “país do futebol”.
Certamente não há espaço nem pretensão analítica de compreender o fenômeno. Mas ele carece de reflexão. Se uma pessoa que gosta de futebol, especialmente na Copa, diz que vai torcer apesar das manifestações, é porque ela se sente reprimida. Primeiro, os torcedores brasileiros – ou os estrangeiros – não são os alvos dos protestos, ao contrário das autoridades públicas e privadas que organizaram e bancaram o evento. Além disso, até que se saiba, nenhum foi vitimado em junho do ano passado, durante a Copa das Confederações.
Daí que talvez seja exagerado alguém de camisa amarela temer ser atacado por um compatriota vestido de preto que julga o primeiro um imbecil alienado. Se um absurdo desses ocorrer, imbecil e alienado será o segundo – uma hipótese que convém não descartar, aliás.
Mais do que causado por forças de fora, esse sentimento contrariado pode ser mais fruto de uma autorrepressão. Torcer pela seleção em uma Copa financiada por R$ 26 bilhões dos nossos bolsos pode ser uma ação interpretada como idiotice, como falta de compreensão das dimensões políticas e sociais envolvidas. É possível que tenhamos assimilado uma parcela da indisposição geral quanto aos desmandos e às safadezas ligados à competição. Então, é compreensível que exista o dilema entre um lado racional/militante e outro tradicional/emotivo: torcer ou não torcer.
PRESSÕES PSICOLÓGICAS
Quem superou essa fase das pressões psicológicas rivais e pretende mesmo vestir a amarelinha e comprar bandeira pode se questionar: “o que os outros vão pensar?”. A autorrepressão que eu sofro é a mesma do amigo, do primo, do vizinho. Posso incentivá-los a se juntarem à torcida, mas posso ainda sofrer uma rajada fulminante de canto de olho. Quem poderia pensar que torcer pelo Brasil numa Copa fosse algo que requeresse alguma dose de coragem?
Mas, e daí? Quem torce não necessariamente é desinformado ou teve seu senso crítico embotado pela publicidade e pela TV Globo. Consciência política e torcida de futebol podem coabitar um indivíduo, e cidadania é algo que independe da cor da camisa e do gosto pelo futebol.
Será que só comemoram o título de 70 os mansos, os alienados e os aliados de Médici? E os brasileiros que tinham alguma dimensão política do que ocorria com o país naquele momento resistiram aos shows de Pelé, Tostão, Rivelino e Carlos Alberto?
As pessoas se expressam hoje – dizendo que vão torcer ou que “não vai ter Copa” – diferentemente do que podiam fazer há 44 anos. A democracia permite esse tipo de autonomia, assim como garante o direito de se manifestar na avenida. Tem mais: boa parte desse climão de repressão vai derreter no primeiro gol do time do Felipão. Vai ter Copa sim, não tem mais jeito. Torça quem quiser, e bola pra frente até outubro. Lá, sim, a torcida será muito menos útil do que a consciência. (transcrito de O Tempo)

Joaquim Barbosa é o Ruy Barbosa travestido de Batman


Genilson Albuquerque Percinotto
Joaquim é admirável em meio a tanta sujeirada e teve seus momentos marcantes, mas Ruy Barbosa de Oliveira só reencarnou geneticamente em seus descendentes, como a Marina (Souza Ruy Barbosa) e ideologicamente em alguns brasileiros. Até no próprio Joaquim, embora apenas em parte. Cada ser humano é fenotipicamente único e é identificado por seus atos, suas escolhas.
Há uma identidade interessante entre o pensamento reconhecido de Ruy Barbosa e o que parte da população brasileira espelha em Joaquim Barbosa (se exageradamente, por pura falta de opções tão ostensivas no alto escalão), mediante construção também midiática, embora logo depois implodida, mas que pode ser reerguida de acordo com os interesses em jogo.
O óbvio, mas que foi ventilado abertamente pelos dois Barbosas:
Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da República, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra [...], negação completa de todas as ideias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regime e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo.

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente (Parte II)

Mansueto Almeida
Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam. Confira essas:
(1) CCJ aprova aumento acima do teto para juízes e membros do MP: Presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa defendeu criação de adicional por tempo de serviço. (Congresso em Foco)
A minha visão pessoal como economista, por favor não me processem por divulgar minha opinião, é que o teto vale para todo mundo. Mas hoje a CCJ aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal. A concessão do benefício permitirá que essas categorias recebam acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 29,4 mil.
Mas hoje também o Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, reviu liminar que havia concedido e mandou suspender os supersalários no Congresso Nacional (clique aqui). Ou seja, cria-se uma gratificação para permitir que juízes e membros do Min. Público possam ganhar acima do teto e no mesmo dia um Ministro do STF manda cortar os salários dos 1.800 funcionários do Congresso Nacional que recebem acima do teto?
Qual a mensagem que fica? Que todos os demais funcionários públicos devem lutar por gratificações por adicional por tempo de serviço como fizeram os juízes e membros MP para que as demais carreiras possam furar o teto constitucional de R$ 29,4 mil.
Justiça seja feita. Neste caso, ao contrário dos demais, os senadores do PT votaram contra, bem como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Mas o PMDB votou a favor e a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB-DF).
(2) PF diz haver suspeita de atuação de ‘organização criminosa’ na Petrobras(Folha de São Paulo 21 de maio de 2014).
Matéria da Folha de São Paulo afirma que: “Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”.
Vamos torcer para que o relatório da Polícia Federal esteja errado e que a suspeita de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras não se confirmeUma coisa no entanto podemos confirmar.
Alguém deste governo teve uma excelente ideia de aumentar excessivamente a exigência de conteúdo nacional dos investimentos no Pré Sal, atrasar os reajustes do preço dos combustíveis, ocasionado um problema na geração de caixa da Petrobras e levando a empresa a um super endividamento que superou US$ 100 bilhões no primeiro trimestre deste ano – uma dívida equivalente a quatro vezes sua geração de caixa operacional – leiam aqui o post do excelente blog de noticias de mercado do jornalista Geraldo Samor da VEJA mercados. Como fala corretamente o colunista: “A Petrobras não precisa ser privatizada. Só de voltar a pertencer ao Brasil, a ação já valeria o dobro.”
Mas nessa confusão sobre a Petrobras só não entendi uma coisa. Acho que escutei alguém do governo falar que a oposição queria destruir a Petrobras (clique aqui). Eu não sabia que era a oposição que nomeava os diretores e presidente da Petrobras. Eu também não sabia que era a oposição que determinava a política de reajuste dos preços combustíveis. Que oposição é esta?
Acho que a melhor coisa a fazer para ficar otimista é assistir Dora Aventureira ou Diego com o meu filho de três anos. Pelo menos nesses casos tenho certeza que a Dora vai conseguir passar pelos obstáculos do mapa e o Diego vai ter sucesso em salvar o animal em perigo.
(artigo enviado por Mário Assis)


Eduardo Campos se irrita com pergunta sobre situação social de Pernambuco

José Carlos Werneck
Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência da República, ficou visivelmente irritado ao ser perguntado sobre os indicadores sociais de Pernambuco, estado que governou por 7 anos e três meses.
Durante uma sabatina, realizada, em Osasco, com veículos de comunicação da região metropolitana de São Paulo, um repórter do jornal Página Zero, de Carapicuíba, perguntou se Campos acreditava que a gestão dele em Pernambuco iria lhe servir como uma boa “vitrine” para a campanha à presidência.
Demontrando que não possui serenidade e que não admite ser contrariado, qualidades indispensáveis a qualquer aspirante ao mais importante cargo eletivo do País, Eduardo Campos foi grosseiro,ríspido e deselegante,ao afirmar:
“Eu acredito que sim, porque quem vive lá – ao contrário de você – e conhece o quanto esses índices melhoraram, teve a possibilidade de falar sobre a minha gestão quando foi às urnas”, declarou impaciente.
Em 2010, Eduardo Campos foi reeleito com quase 83% dos votos em primeiro turno. Não obstante o claro avanço da economia local nos últimos anos, Pernambuco ainda apresenta um péssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e não demonstra bom desempenho em índices como o Ideb, que a mede a qualidade do aprendizado nacional.
“Você acha que eu teria recebido quatro prêmios da ONU, 83% de votos na reeleição e teria sido considerado o melhor governador do Brasil pelo Datafolha se eu não tivesse melhorado todos esses indicadores?”, indagou Campos.
CITANDO PROJETOS
Em seus pronunciamentos, ele costuma citar projetos que implementou,no estado, como modelos de boa gestão.
Ao falar sobre Educação, foi taxativo ao afirmar que foi o governador que mais construiu escolas de tempo integral e mostrou os resultados do programa Pacto Pela Vida, que conseguiu conter o avanço da violência no Estado.
Eduardo Campos disse que a situação do estado era pior antes de ele assumir o governo: “Em sete anos de governo você não resolve todos os problemas. Mas nunca a vida da população melhorou tanto como nos últimos anos”.

Campanha à mineira


Murilo Rocha
Enquanto a eleição presidencial já começa a esquentar, com troca de denúncias e acusações de todos os lados, envolvendo não só os presidenciáveis como também seus apoiadores e eleitores, em Minas Gerais, o ritmo das campanhas para o governo do Estado ainda é lento e longe do eleitor. Os dois principais candidatos – Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) – têm priorizado agendas bem discretas com prefeitos e empresários no interior.
Além da limitação da legislação eleitoral, fica evidente também uma estratégia de ambos de evitarem um excesso de exposição em um momento conturbado socialmente no país. Aparições, por agora, na visão das duas campanhas, acrescentariam pouco aos candidatos, e as chances de desgastes são maiores se comparadas ao potencial de crescimento.
Essa letargia proposital implica, aparentemente, em um prejuízo mais significativo para o lado tucano, pois Pimenta terá de vencer um desconhecimento de uma parcela maior do eleitorado em um tempo menor e ao mesmo tempo ainda lidar com o indiciamento da Polícia Federal por lavagem de dinheiro. Ele recebeu R$ 300 mil das agências de Marcos Valério, condenado pelo STF por ser considerado o operador do mensalão. E, mesmo alegando ter recebido o dinheiro em troca de uma consultoria prestada em 2003, o inquérito foi instaurado para apurar a denúncia e será explorado pelos adversários durante o período eleitoral.
SUBSTITUIÇÃO
Há quem ainda acredite em uma mudança de rumo na campanha de Pimenta com a sua substituição por um outro candidato – Alberto Pinto Coelho (PP) ou Marcus Pestana. O candidato e o partido já negaram inúmeras vezes, mas a ideia não é totalmente descabida e pode voltar a ganhar força com a divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após a confirmação dos nomes de Pimenta e Pimentel. A diferença do petista em relação ao tucano irá variar de um levantamento para o outro, mas em todos espera-se uma dianteira superior a dez pontos percentuais.
O clima sonolento da pré-campanha ao governo do Estado também causa estranheza, porque a expectativa era justamente a de um ambiente mais tenso, em razão de, pela primeira vez, desde 2002, o cenário da sucessão estadual ser considerado incerto. E também pelo fato de dois candidatos à Presidência – ambos mineiros – apostarem pesado em seus palanques em Minas para alavancarem os números de votos.
Em comum com a campanha presidencial e com as demais disputas país afora, a corrida eleitoral no Estado só se iguala até agora pela ausência de propostas inovadoras e capazes de alterar a realidade regional. Não se vê nada de novo.
Ainda sobre as eleições estaduais, a denúncia da oferta de R$ 20 milhões por parte do PSDB para o PMDB é séria e tem de ser apurada. Alguém está mentindo. (transcrito de O Tempo)

Antes da Copa, o Brasil perde Marinho Chagas, um craque maravilhoso


Marcos Lopes
Marinho Chagas, que foi hospitalizado ontem em João Pessoa depois de passar mal e sofrer uma forte hemorragia digestiva, faleceu na capital paraibana na madrugada deste domingo, aos 62 anos. Ele estava na capital paraibana participando de um encontro de colecionadores de figurinhas e lançando a réplica da camisa que ele usou na Copa de 1974.
Marinho foi na minha opinião o maior nome do futebol potiguar de todos os tempos, sendo escolhido o lateral do século. Começou a carreira no Riachuelo e depois jogou no ABC, Náutico, Botafogo, Fluminense, Cosmos NY, São Paulo, América, teve passagem pelo futebol alemão.
Nesta semana durante o evento de lançamento da camisa retrô em uma choperia de Natal, Marinho Chagas estava bem e confiante no sucesso da Copa do Mundo e na conquista do título. Animado e descontraído como sempre, a Bruxa como ficou conhecido disse ao repórter Marksuel Figueiredo do Arena da TV Ponta Negra que ” Aqui em Natal minha camisa vai vender mais que a de Neymar”.
(Texto enviado por Ricardo Sales)
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