
Sarney, Lobão e o PMDB perderão o importante Ministério de Minas e Energia. Dilma quer distância do oligarca maranhense
Assim que voltou da pequena folga de
quatro dias na Bahia, Dilma Rousseff anunciou que o futuro ministro de
Minas e Energia não entrará nas negociações com o PMDB e será da cota
pessoal da presidente.
A decisão da presidente Dilma dá um chega
pra lá no senador José Sarney, que controla o setor desde a época em
que o oligarca maranhense era presidente da República, com pequenas
interrupções, a própria Presidente Dilma já ocupou o cargo durante o
governo Lula. O Ministério é ocupado atualmente por Edison Lobão, o próprio já da como certa sua saída da pasta.
Para não deixar dúvidas de que o
Ministério de Minas e Energia será retirado das mãos de Sarney e do
PMDB, a presidente já sonda o nome de Giles Azevedo,
que acompanha Dilma desde o período em que ela era secretária de Estado
no governo de Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul. A presidente também
cogita o nome de Wilson Pereira Jr, atual presidente da CPFL, Companhia
de força e luz de São Paulo. Ambos fizeram carreira no setor elétrico e
a nomeação de um dos dois ajudaria o governo a desfazer a péssima
imagem que Edison Lobão e o PMDB deixaram no ministério, tido como um
cabide de empregos dos aliados de Sarney.
O setor energético é estratégico para o
país, o controle do Ministério dá a Sarney poder junto a empreiteiras,
políticos e o mercado financeiro. Sem o ministério, portanto, o velho
oligarca perderá a maior parte de sua capacidade de influência nos jogos
de poder da República.( Ligia Teixeira )
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