O comerciante Antônio foi asfixiado e teve o corpo carbonizado (Foto: Marcos Santos)
Conforme
o DIÁRIO DO PARÁ havia informado na semana passada, dois militares do
Exército Brasileiro são acusados de matarem asfixiado e queimado o
comerciante Antônio Junior Moraes da Silva, 29, no dia 06 de novembro
deste ano. A vítima era ex-militar das Forças Armadas, mas atualmente,
além de ser comerciante, emprestava dinheiro a juros. Uma dívida que o
cabo Laurentt Ricardo de Souza Pereira e o soldado Fabiano de Jesus
Mattos Raiol, ambos com 22 anos de idade, possuíam com Antônio teria
motivado o assassinato.
Após 25 dias da morte do comerciante,
que era investigada pela Divisão de Homicídios, tendo à frente a
delegada Maria Lúcia Santos, o inquérito foi concluído com a elucidação
do caso, a prisão dos envolvidos e motivação do crime esclarecida.
Segundo as investigações, o crime foi premeditado e aconteceu no início
daquele dia, quando a vítima foi atraída pelos militares até a rua
Manoel Evaristo, no bairro do Telégrafo. Sem saber do plano, Antônio
seguiu ao encontro dos colegas. Raiol é apontado como quem o asfixiou
com um cinto dentro do carro da vítima, que ainda tentou se defender.
Após matá-lo, os criminosos não sabiam o que fazer com o cadáver, foi
quando compraram gasolina, conduziram o carro até a mata da estrada da
Ceasa e atearam fogo com o cadáver dentro.
“Trabalhamos com todos os meios de
investigação. O vídeo divulgado na internet que mostrava a vítima
lutando para sobreviver condiz com a verdade. O Comando Militar do Norte
foi parceiro e muito importante no repasse de informações. Para nós, o
caso já está elucidado. Antônio foi assassinado por conta de dívidas. Os
assassinos deviam e dolosamente resolveram matá-lo”, afirmou Cláudio
Galeno, diretor da Divisão de Homicídios. De acordo com o delegado, o
cabo e o soldado estão ativos.
Maria Lúcia Santos, responsável pelo
caso, esclareceu que os militares deviam certa quantia para a vítima,
valor que varia entre R$ 6 a R$ 9 mil, há pelo menos dois anos e esse
valor nunca teria sido pago integralmente. “A vítima fez uma
investigação paralela da família deles e passou ameaçá-los caso a dívida
não fosse totalmente quitada. Isso culminou para que eles arquitetassem
a morte de Antônio”, detalhou.
A delegada explicou ainda que o cabo
Laurentt permanece no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência,
pois ele teria ateado fogo no carro, mas estava sujo de combustível e no
momento em que tentou destruir o caderno dos devedores que a vítima
possuía, acabou atraindo chamas para o próprio corpo. Laurentt sofreu
queimaduras de terceiro grau e segue internado sem previsão de alta.
Raiol foi localizado pela Polícia Civil no momento em que seguia para o
trabalho, por volta das 13h. Levado para a DH, ele prestou depoimento
para a Polícia Civil, confessou o crime e disse estar arrependido,
segundo revelou a delegada Maria Lúcia. Agora ambos os militares estão
sob responsabilidade do Exército que deverá puni-los conforme a
legislação militar.
(Diário do Pará)
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