Investigadores explicaram como funcionava o esquema que fraudava processos ambientais
Renato Costa/ O Imparcial
| Durante coletiva, Polícia Federal explicou como funcionava o esquema de fraude de processos ambientais |
O coordenador do inquérito e delegado federal Felipe Soares, informou que o esquema acontecia com a formação de pequenos grupos formados por funcionários do IBAMA que exigiam propinas de pessoas fiscalizadas pelo órgão, para facilitar o andamento de processos, repasse de informações e abrandamento de multas. “Caso essas pessoas se negassem a participar do esquema eram ameaçadas pelos agentes. Aos funcionários da SEMA, cabia a validação de processos ambientais fraudados para que madeiras fossem legalizadas e retiradas de reservas ambientais”.
Estão sendo investigados ainda quatro empresários indiciados por favorecimento no esquema. Segundo os investigadores dos 23 envolvidos no caso, somente três ainda não foram localizados. Mandados de prisão estão sendo realizados em São Luís e Imperatriz. Na capital os suspeitos que já foram presos estão em poder da Justiça serão encaminhados ao Instituto Médico Legal – IML e depois serão transferidos para o Centro de Triagem de Pedrinhas. Os investigados serão indiciados por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, prevaricação entre outros, somados os crimes podem resultar a 25 anos de reclusão. O inquérito deve ser finalizado em um mês.( O Imparcial )
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