Eduardo Cunha avalia possibilidade de cortar repasses da União para o plano de saúde dos servidores, o Pró-Saúde. Servidores realizaram novo protesto hoje
Correio Braziliense
“Eu não vou comentar fantasia. Isso é
um grupamento político do PT, incrustado dentro dos servidores da Casa,
fazendo a contestação do processo político contra mim. É óbvio que é
isso. É quem perdeu a eleição aqui tentando ganhar de outro jeito”,
disse ele, referindo-se às eleições para a presidência da Câmara, em
fevereiro, quando ele derrotou Arlindo Chinaglia (PT-SP). Os servidores
voltarão a discutir o tema na sexta, em uma audiência pública.
O plano de saúde dos servidores
acumula hoje cerca de R$ 380 milhões de reais em reservas, construídas a
partir de pagamentos dos próprios servidores e da União, acumulados
desde 1993. No fim da semana passada, servidores protestaram depois de
circularem, nas redes sociais, informações de que a Mesa Diretora
planejava mudanças no Pró-Saúde.
Conforme apurou o Correio, Eduardo
Cunha chegou a pensar em substituir os reembolsos de despesas médicas
feitos aos deputados pela contratação de planos de saúde. A ideia foi
descartada depois do corpo técnico da Casa calcular que os custos
subiriam dos atuais R$ 2 milhões para algo entre R$ 17 e 22 milhões. No
fim da semana passada, Cunha disse que “não se pode viver de fofocas” e
que não agiria para prejudicar os trabalhadores da Câmara. “O que eu não
posso é onerar o contribuinte mais que o necessário. Ninguém vai
alterar uma vírgula do plano existente, e nem onerar o servidor”, disse
Nenhum comentário:
Postar um comentário