Causou surpresa o movimento grevista dos policiais civis do Maranhão em apenas sete meses de novo governo.
De acordo com o estado, mais de três mil
servidores ativos e inativos dos Subgrupos Atividades de Polícia Civil
(APC) e Processamento Judiciário (APJ) da Polícia Civil foram
beneficiados com a recomposição. Somando-se os benefícios, os reajustes
para a categoria variam de 20% a 38%. Por outro lado, policiais alegam
que estão insatisfeitos com a defasagem salarial em relação às demais
categorias da Polícia Civil, que para eles é desumana.
Independente de quem tem razão, chama a
atenção o fato de o secretário de Segurança, Jefferson Miller Portela e
Silva ser um servidor de carreira da Polícia Civil. Antes de ocupar o
posto no governo Flávio Dino, Portela era um militante atuante,
incansável e empenhado na luta diária das demandas da classe. Chegou a
participar de caminhadas, entregar panfletos na Beira Mar e fazer
vários protestos em frente ao Palácio dos Leões durante a gestão de
Roseana Sarney.

No
dia 14 de julho de 2011, o delegado Jefferson Portela esteve junto com
outros companheiros cobrando o atendimento de suas reivindicações pelo
governo Roseana.
Todo esse tempo de militância fez com que
Jefferson Portela conhecesse a fundo os problemas históricos
enfrentados pela categoria. Mesmo assim, Portela não conseguiu evitar
que seus colegas de outrora de movimento paralisassem suas atividades,
justo com ele no posto de secretário de segurança. Será se faltou
diálogo com os antigos companheiros de movimento a ponto de que não
pudessem compreender as razões do governo e esperar um pouco mais para
que as demais reivindicações pleiteadas fossem atendidas?
Como já afirmamos aqui, a segurança ainda
é um dos gargalos do atual governo. Com altos e baixos, as forças de
segurança até vão às ruas, inibem de certa forma a criminalidade e,
quando há um aparente controle da situação, se recolhem. A bandidagem,
então, volta a praticar roubos, cometer assassinatos, provocar pânico na
população e volta-se a perder o controle. Falta um planejamento
consistente e efetivo. Observa-se uma descontinuidade das operações,
trabalha-se sempre atrás, sem ações que inibam e previnam a atuação da
criminalidade( John Cutrin/JP)
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