PRESIDÊNCIA. Vice-presidente inicia série de visitas a dirigentes do partido para buscar unificação

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Florianópolis – Em visita a Santa Catarina, ontem, o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB, afirmou que o partido terá um candidato próprio para presidente em 2018.A declaração foi dada uma semana após a primeira reunião entre Temer e a presidente Dilma Rousseff – desde o fim do ano passado, os dois têm passado por momentos delicados na relação institucional. Em julho de 2016, durante encontro com advogados norte-americanos em Nova York, Temer, havia afirmado que o PMDB poderia deixar o governo “um dia qualquer” caso decidisse ter candidato próprio ao Palácio do Planalto em 2018. Desta vez, o vice-presidente foi mais incisivo e disse assegurar que a sigla terá um nome próprio.
“Eu asseguro: em 2018 nós vamos ter um candidato à presidência da República”, disse Temer ontem, em coletiva na Assembleia Legistativa de Santa Catarina. “Nós vamos lançá-lo [candidato] em 2018 e vamos assegurar a governabilidade do país nesse período [até 2018]”, completou o vice de Dilma.
A relação entre Dilma e Temer sofreu um abalo em dezembro, quando o vice enviou uma carta à presidente na qual afirmou que ela não confia nele. No texto, ele relacionou episódios que, segundo escreveu, evidenciavam isso.
Após a carta, Dilma e Temer afirmaram que a relação entre ambos passaria a ser “institucional”. No início deste mês, Temer declarou que terá uma relação “harmoniosa” com Dilma em 2016. Na semana passada, em café da manhã com jornalistas, perguntada sobre Temer, a presidente disse ter “toda consideração” por ele.
Temer começou ontem uma série de viagens pelo país para se reunir com dirigentes locais do PMDB, parlamentares e empresários. Pela manhã, ele teve compromissos em Curitiba.
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