sábado, 3 de junho de 2017

Alckmin defende que Temer não seja derrubado e cumpra o mandato-tampão


Alckmin
Alckmin e Temer agora têm interesses comuns
Deu no Estadão
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reuniu prefeitos aliados de cidades importantes do Estado, como São Bernardo do Campo e Santo André, para discutir a posição do diretório estadual do partido, que se reúne próxima segunda-feira, 5, sobre um possível desembarque do governo de Michel Temer.
O tucano ofereceu um jantar no Palácio dos Bandeirantes na noite de quinta-feira, dia 1º, para passar a orientação de que defender a saída da base não é a decisão mais acertada neste momento, diferentemente da posição adotada pelo presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, e pela ala jovem da legenda. O recado passado por Alckmin a aliados foi acertado com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, e com o próprio Temer.
Aos prefeitos, Alckmin teria dito que uma eleição indireta agora desorganizaria todo o processo de sucessão em 2018, no qual o tucano é declaradamente parte interessada.
Segundo interlocutores do governador, delegar para o Congresso a escolha de um eventual sucessor de Temer antes da eleição do ano que vem seria abrir caminho para a vitória do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já considerado o nome mais forte para um pleito indireto. Como ele é deputado e já tem o controle da Casa, a avaliação de Alckmim é de que mesmo Jereissati não conseguiria vencê-lo.
Se a orientação de Alckmin for seguida à risca, a reunião de segunda-feira deve terminar sem uma posição clara dos tucanos paulistas a respeito do governo Temer. É esse o acordo que o presidente espera fechar nesta noite.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta noite de sexta-feira, estava marcado um jantar de Temer e Alckmin no Palácio Bandeirantes. Em tradução simultânea, Alckmin quer evitar a possibilidade de que Tasso Jereissati seja eleito indiretamente, porque seria candidato à reeleição na Presidência em 2018 pelo PSDB. Com isso, Alckmin teria de mudar de partido para disputar a sucessão. Por sua vez, Jereissati diz que apoia Temer e Alckmin, mas quer mesmo é ser presidente. Para tanto, terá de derrotar Rodrigo Maia e isso depende de uma grande negociação envolvendo o PMDB e os partidos de médio porte (PR, PSD, PSB, PRB, PP, PTB etc.), para que o apoiem, e com o compromisso de que a oposição (PT, PCdoB, PDT, Rede e PSOL) se negará a votar em eleição indireta. Mesmo assim, é difícil vencer Rodrigo Maia, que já tem o apoio do baixo clero e de deputados do centrão, mas não é impossível derrotá-lo(C.N.)

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