

O acusado de matar o juiz Edvalson Florêncio Marques Batista, 77, vítima de um latrocínio, em uma praça da Cidade 2000, em março de 2016, fugiu novamente. O magistrado fazia caminhada quando foi atacado pelo jovem, que à época era adolescente, mas hoje já atingiu a maioridade. Esta é a terceira vez, em menos de nove meses, que o infrator escapa.
Conforme o titular da 5ª Vara da Infância e Juventude, juiz Manuel Clístenes de Façanha e Gonçalves, na manhã de ontem, o acusado saiu do Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider (Cecal) para participar de uma audiência de instrução, no Fórum Clóvis Beviláqua. Quando retornava ao Cecal, conseguiu abrir as algemas e descer do carro ainda em movimento. Até o fechamento desta edição, o jovem seguia foragido.
"Quando a audiência foi concluída, ele voltou para o carro, teoricamente, com as algemas apertadas. Mesmo assim, conseguiu se desvencilhar e fugir. Sabemos que, em uma fuga anterior, um orientador facilitou, afrouxando as algemas em troca de R$ 500. Vamos verificar se desta vez alguém colaborou para o ato", disse o juiz Manuel Clístenes Gonçalves.
Em dezembro de 2016, o jovem escapou duas vezes, em 12 dias. Atualmente, com 18 anos, já cometeu 22 infrações. No dia em que matou Edvalson Batista, ele estava foragido.
O magistrado lembra que, a cada fuga, o suspeito pratica novos atos infracionais. Segundo Gonçalves, ele costuma ser apreendido em flagrante poucos dias após escapar. Para o titular da 5ª Vara, as novas infrações mostram que o jovem não está ressocializado. "Ele vive em Centros desde os 12 anos. A cada vez que foge e volta, a pena é reiniciada. Coleciona apreensões por latrocínio, homicídio, porte ilegal de arma, tráfico e roubo".( Diário do Nordeste )
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