quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Huck desistiu, mas Dória ainda prefere aguardar as próximas pesquisas eleitorais


DORIA
É o eleitor que indica as candidaturas, diz Doria
Deu em O Tempo(Agência Estado)
O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira (dia 27) que não lhe cabe dizer se é ou não candidato nas eleições gerais do ano que vem. “Quem tem que dizer é a população, o eleitor é quem decidirá se um candidato pode disputar”, disse o tucano, durante evento “Fórum Veja: Amarelas ao Vivo”, realizado na capital paulista, com a presença de dez personalidades que devem definir os rumos da política e da economia no ano eleitoral de 2018.
Ao dizer que é o eleitor quem decide o futuro de um candidato, ele ironizou: “Eu sou tucano, mas não ando em cima do muro; minhas posições são claras.”
NAS PESQUISAS – O prefeito disse que não é ele quem pede sondagens eleitorais que incluem seu nome na corrida presidencial do ano que vem. E voltou ao discurso que vem fazendo desde que seu nome começou a circular como um dos postulantes ao Palácio do Planalto:
“Eu entendo que o Brasil precisa de uma candidatura de centro. Bolsonaro está aqui e eu o respeito, mas o Brasil precisa ir para frente. E os partidos precisam ter consciência em defesa do que é melhor para o Brasil”, frisou, dizendo apoiar essa corrente, mesmo sem ser candidato. E defendeu um debate em torno de propostas para o País e não em torno de questões partidárias.
ALCKMIN E AÉCIO… – Ao falar de seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Doria disse que não vai engolir seu criador, “tenho alta estima pelo governador Alckmin”. E refutou que possa haver fissura ou afastamento nessa relação. “Minha proposta é nos mantermos unidos pelo bem do Brasil, pois o País precisa retomar sua trajetória de crescimento.”
No Fórum, João Doria disse também não ser correto associar seu partido com a corrupção, por causa do “problema” com o senador tucano e ex-presidente nacional do PSDB Aécio Neves. “Sou PSDB e continuarei sendo PSDB, não o comparem com o PT”, criticou, reiterando que o ex-presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), não são parâmetros de honestidade. Doria avaliou que se for comprovado que Aécio cometeu algum crime, “ele terá de responder por isso, pois o seu partido não é seletivo”.
Indagado a respeito do fim do foro privilegiado para políticos, o prefeito disse que é a favor do foro, mas com mecanismos de defesa equilibrados. “A lei tem de ser cumprida em todas as circunstâncias para quem cometeu delitos”, ponderando que em casos de crime com flagrante, não deveria haver foro privilegiado.
CRÍTICA A HADDAD – Na entrevista, Doria reclamou “dos ataques contínuos sofridos por quem está num cargo público” e convidou àqueles que o criticam a visitarem a cidade com ele. Apesar da afirmação, criticou seu antecessor, o petista Fernando Haddad (PT), dizendo que sua gestão superestimou receitas e subestimou dívidas.
“A gestão Haddad deixou dívida de R$ 7,5 bi para a minha gestão”, disse, acrescentando que os estoques de remédios estavam zerados, que as últimas obras de recapeamento foram feitas na gestão Gilberto Kassab e que há dois anos não se fazia manutenção em semáforos. E citou feitos de sua administração, dizendo, por exemplo, que realizou importante programa na área da saúde.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – João Doria ficou aliviado com a desistência de Huck. O apresentador global iria lhe tomar muitos votos e inviabilizaria sua passagem para o segundo turno. Aliás, Huck estava destinado a subtrair votos de todos os candidatos, indistintamente, inclusive Lula, que está cansado de saber que não poderá concorrer, mas continua tirando uma onda de que será absolvido e escapará da Lei da Ficha Limpa. (C.N.)

Nenhum comentário:

Postar um comentário