
Charge do Clayton (O Povo/CE)
Paulo de Tarso LyraCorreio Braziliense
A decisão tomada pelo apresentador de TV Luciano Huck de não concorrer à presidência da República faz com que a bússola política nacional volte a apontar para candidaturas de nomes mais tradicionais, já testados eleitoralmente e, que não representam a renovação no cenário público. Além dos atuais líderes nas pesquisas eleitorais, colocados em polos extremos da disputa — Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro —, abre-se uma brecha para uma candidatura de centro, que, no momento, poderia ser representada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
A situação repete-se nas expectativas de renovação do Congresso, que não deve fugir muito do percentual verificado em anos anteriores, na casa dos 45%.
E NOS ESTADOS? – No caso dos governos estaduais, a expectativa de mudanças é ainda menor, à exceção do Rio, um estado que se encontra em situação conflagrada, onde estão presos todos os governadores eleitos desde 1998, todos os presidentes da Assembleia e cinco dos seis desembargadores do Tribunal de Contas. Lá, o Partido Novo lançou o nome do ex-técnico da seleção brasileira Bernardinho ao governo estadual. Este já adiantou que poderá ter o ex-secretário de segurança pública José Mariano Beltrame como vice.
Alckmin ganhou fôlego após a pacificação do PSDB. Já Meirelles avisou, durante evento em São Paulo, que tem até março para decidir se concorrerá ou não à presidência da República.
Huck tornara-se a moda da vez, embora o prefeito de São Paulo João Doria já tenha flertado com esse adjetivo de novo na política. Mas como os próprios tucanos admitem, ele queimou a largada. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa conversou diversas vezes com o PSB e a Rede, até sinalizou simpatia com a possibilidade de ter como vice Marina Silva, mas, até o momento, não bateu o martelo quanto a nada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Luciano Huck tirava votos de todos os candidatos, especialmente de Lula no Nordeste e em outras praças. Sua desistência é um alívio para os outros pretendentes, mas ainda está tudo no ar. Enquanto a candidatura de Lula não for detonada, com a condenação dele em segunda instância, a disputa sucessória será apenas uma barafunda. (C.N.)
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Luciano Huck tirava votos de todos os candidatos, especialmente de Lula no Nordeste e em outras praças. Sua desistência é um alívio para os outros pretendentes, mas ainda está tudo no ar. Enquanto a candidatura de Lula não for detonada, com a condenação dele em segunda instância, a disputa sucessória será apenas uma barafunda. (C.N.)
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