Pedro do Coutto Tirinha do Alexandre Beck
Os três maiores jornais do país – a Folha, O Globo e o Estadão –alcançaram circulação impressa no mês de maio de 911 mil exemplares nas bancas e assinaturas. Nas assinaturas online, a Folha registrou 268 mil, O Globo 245 mil e o Estadão 150 mil, perfazendo um total de 663.000 por dia.
Somando-se a circulação impressa e os acessos online, a Folha mantém a liderança, seguida de O Globo e do Estadão. São os três maiores jornais do país, deixando em quarto lugar o Valor, cuja circulação se realiza entre os grupos empresariais e as faixas de renda mais alta. O mesmo se verifica quanto a presença do Valor na área financeira.
INFORMAÇÃO E OPINIÃO – A matéria foi publicada na edição de hoje da Folha e representa a verificação numérica do que eu chamo mercado de informação e opinião. Não há dúvida quanto a importância cada vez maior das edições online, sobretudo porque a informação se acrescenta no decorrer de cada dia.
Assim, por exemplo uma parcela da opinião pública toma conhecimento dos fatos na hora do almoço e à tarde. Enquanto que pelo jornais impressos tem de haver uma espera de 24 horas.
Os sites também estão em evolução, como é o caso da TI, cujos artigos que publica diariamente se somam à transcrição das principais matérias dos jornais, revistas, sites e portais, formando uma seleção do que há de mais importante na mídia, como um todo, inclusive nas edições online de matérias que dão margem à redação de outras. Este é um fato concreto.
EXISTEM DIFERENÇAS – A meu ver, Há muita diferença entre as edições impressas dos jornais e a sistema online. Isso porque cada exemplar de jornal é lido por mais de uma pessoa, a média é de 2,8 por exemplar, uma vez que se considera a média de 4 pessoas por domicílio. Já as edições online têm o acesso de uma pessoa a cada vez. Mas no universo da internet essa multiplicação não se aplica.
Há uma diferença também que ocorre mais na área da opinião do que da informação. Nas reportagens longas e nas opiniões (editoriais e artigos assinados), a meu ver a vantagem tende para as edições impressas.
Vejam, por exemplo, o relacionamento entre o New York Times e o Washington Post, grandes jornais americanos com o Google. Para o New York Times, cuja tiragem diária é de 4 milhões e 500 mil exemplares, o Google concordou em pagar 4 milhões de dólares por mês porque reproduz matérias do jornal em sua monumental rede de informações em todo o mundo.
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AUMENTO DO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA
AUMENTO DO DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA
Na Previdência, o aumento do déficit decorre do menor recolhimento por parte das empresas. Reportagem de Marcelo Correia, O Globo de hoje, revela que o déficit da Previdência Social este ano vai crescer muito mais do que assinalava a previsão do Ministério da Economia.
Como o número de empregados diminuiu, em razão do desemprego, com ele diminuíram também as contribuições patronais na ordem de 20% ao mês. Em consequência, a previsão da diferença entre receita e despesa sobe para 306 bilhões de reais até dezembro. A previsão inicial feita por Paulo Guedes estimava o déficit em 264 bilhões de reais.
O estudo é do Instituto Fiscal Independente que funciona no Senado Federal. Comentando o assunto, a economista Margarida Gutierrez argumenta que a face mais importante da reforma previdenciária que entrou em vigor não é seu efeito imediato mas sim uma base que vai se firmar ao longo dos próximos anos. Entretanto, digo eu, tudo dependerá da queda dos índices de desemprego.
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