quarta-feira, 26 de maio de 2021

Às vésperas de ser privatizada, a refinaria Abreu e Lima bate novo recorde de produção

 

 

É a única refinaria que processa petróleos pesados

Deu no site da Aepet

Na mira da Petrobrás para ser vendida para grupos estrangeiros, a Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, acaba de bater um novo recorde de produção de óleo combustível. Ao todo, a unidade registrou um volume de 211.139 m³ do produto em abril, 16,8% a mais que o mês anterior.

Este foi o segundo recorde registrado pela refinaria neste ano. Em março, a RNEST já tinha alcançado o marco de 180.725 m³, volume 7,3% acima do recorde anterior, de 168.365 m³, apurado em maio de 2020.

PRODUTO DE QUALIDADE – “O óleo combustível produzido na RNEST é utilizado em grandes motores por setores da Indústria, termoelétricas e navios. Além disso, o produto serve como matéria prima na formulação do Bunker 2020 – combustível marítimo com baixo teor de enxofre. O produto é exportado principalmente para Cingapura”, detalhou a Petrobrás, em comunicado.

Para lembrar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) concedeu recentemente novo prazo para a venda da RNEST. Agora, a Petrobrás tem até o dia 30 de outubro para concluir a transação da Abreu e Lima e de outras refinarias.

De acordo com os novos termos, as vendas da Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), da Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) e da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP) poderão ser concluída até 31 de julho deste ano. Já a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), a Refinaria Gabriel Passos (REGAP) e a Refinaria Abreu e Lima (RNEST) ganharam prazo até 30 de outubro.

OUTROS PRIVATIZAÇÕES – No caso da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), a estatal tem até 31 de dezembro para finalizar o desinvestimento do ativo. Por fim, o aditivo do CADE também aumentou o prazo de negociação da Petrobrás Gás S.A. (Gaspetro), esticando a data limite da negociação da empresa para 30 de junho.

As vendas desses ativos fazem parte de acordos assinados pela Petrobrás com o CADE em junho de 2019, para os ativos de refino; e em julho de 2019, para os de gás natural. A estatal alega que a medida irá estimular a concorrência e incentivar a entrada de novos agentes econômicos nesses mercados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
É impressionante que esse crime contra a nação esteja sendo cometido por um governo paramilitar, com um almirante à frente do Ministério de Minas e Energia e um general no comando da Petrobras. A Abreu e Lima é a única refinaria brasileira instalada para processar o petróleo pesado extraído no país, que precisa ser misturado a óleo leve (mais caro), importado pela Petrobras ser refinado em outras unidades para. A “entrega” dos ativos é um crime de lesa-pátria, cometido por militares, vejam a que ponto chegamos(C.N.)

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