segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Joaquim Barbosa, sem ser candidato, já aparece com 15%. Nada mal, hein?

 
 
 
Carlos Newton
 
 
 
Muito interessante a pesquisa Datafolha divulgada sábado, apontando que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%. Nada mal para quem ainda nem é candidato. Demonstra que muita gente já decidiu votar nele, por antecedência. Se o ministro confirmar a candidatura, sua tendência é de alta, claro, e vai estar entre os mais cotados para a sucessão.
A pesquisa mostra que Lula ainda é mais forte do que Dilma, que continua muito longe do seu pico de popularidade, em março passado, quando tinha 65% de aprovação. Além disso, cerca de dois terços dos entrevistados diz esperar mudanças na próxima administração.O Datafolha perguntou aos entrevistados se preferem que a maior parte das ações do próximo presidente seja “igual às ações da presidente Dilma Rousseff ou que a maior parte dessas ações seja diferente da atual presidente”.Para 66% dos pesquisados é melhor que o próximo presidente adote ações na maior parte diferentes de Dilma. Só 28% querem ações iguais.
É claro que as pesquisas, por ora, pouco indicam, porque ainda não há candidatos escolhidos. Por enquanto, temos apenas três partidos na disputa e cada um deles tem dois pré-candidatos: PT, com Dilma Rousseff e Lula; PSDB, com José Serra e Aécio Neves, e PSB, com Eduardo Campos e Marina Silva. Um quadro realmente muito confuso, em que ninguém sabe quem realmente vai disputar.
Como dizia o ex-ministro Armando Falcão, o futuro a Deus pertence. E os seis personagens/candidatos à procura de um autor insistem em parodiar o genial dramaturgo Luigi Pirandello. Mas acontece que uma disputa por votos é muito mais complicada do que uma encenação teatral, apesar de os políticos se comportarem como verdadeiros artistas.

ABRIL E JUNHO
Se em abril do ano que vem o ministro o Joaquim Barbosa entrar decisivamente em cena, inicialmente os pré-candidatos passarão a ser uma paródia de “Os Sete Samurais”, do magistral cineasta Akira Kurosawa, com Marina Silva fazendo o contraponto feminino. Mas na hora da verdade, depois das convenções de junho, três pretendentes obrigatoriamente cairão fora e haverá apenas quatro candidatos a serem votados. Nessa hipótese, formariam “O Quarteto de Alexandria”, do não menos fenomenal escritor Laurence Durrell.
Recapitulando: em abril, saberemos se Barbosa será candidato. Em junho, haverá as convenções partidários e serão definidos os outros candidatos definitivos: Lula ou Dilma; Serra ou Aécio; Campos ou Marina. Aí o jogo realmente começará. Até lá, repita-se, as pesquisas indicam pouco, muito pouco.
 
 

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