Joaquim Barbosa, sem ser candidato, já aparece com 15%. Nada mal, hein?
Muito interessante a pesquisa Datafolha divulgada sábado, apontando que o
presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num
dos cenários, aparece com 15%. Nada mal para quem ainda nem é candidato.
Demonstra que muita gente já decidiu votar nele, por antecedência. Se o
ministro confirmar a candidatura, sua tendência é de alta, claro, e vai
estar entre os mais cotados para a sucessão.
A pesquisa mostra que Lula ainda é mais forte do que Dilma, que continua
muito longe do seu pico de popularidade, em março passado, quando tinha
65% de aprovação. Além disso, cerca de dois terços dos entrevistados
diz esperar mudanças na próxima administração.O Datafolha perguntou aos
entrevistados se preferem que a maior parte das ações do próximo
presidente seja “igual às ações da presidente Dilma Rousseff ou que a
maior parte dessas ações seja diferente da atual presidente”.Para 66%
dos pesquisados é melhor que o próximo presidente adote ações na maior
parte diferentes de Dilma. Só 28% querem ações iguais.
É claro que as pesquisas, por ora, pouco indicam, porque ainda não há
candidatos escolhidos. Por enquanto, temos apenas três partidos na
disputa e cada um deles tem dois pré-candidatos: PT, com Dilma Rousseff e
Lula; PSDB, com José Serra e Aécio Neves, e PSB, com Eduardo Campos e
Marina Silva. Um quadro realmente muito confuso, em que ninguém sabe
quem realmente vai disputar.
Como dizia o ex-ministro Armando Falcão, o futuro a Deus
pertence. E os seis personagens/candidatos à procura de um autor
insistem em parodiar o genial dramaturgo Luigi Pirandello. Mas acontece
que uma disputa por votos é muito mais complicada do que uma encenação
teatral, apesar de os políticos se comportarem como verdadeiros
artistas.
Se em abril do ano que vem o ministro o Joaquim Barbosa entrar
decisivamente em cena, inicialmente os pré-candidatos passarão a ser uma
paródia de “Os Sete Samurais”, do magistral cineasta Akira Kurosawa,
com Marina Silva fazendo o contraponto feminino. Mas na hora da verdade,
depois das convenções de junho, três pretendentes obrigatoriamente
cairão fora e haverá apenas quatro candidatos a serem votados. Nessa
hipótese, formariam “O Quarteto de Alexandria”, do não menos fenomenal
escritor Laurence Durrell.
Recapitulando: em abril, saberemos se Barbosa será candidato. Em junho,
haverá as convenções partidários e serão definidos os outros candidatos
definitivos: Lula ou Dilma; Serra ou Aécio; Campos ou Marina. Aí o jogo
realmente começará. Até lá, repita-se, as pesquisas indicam pouco, muito
pouco.
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