Em sua explanação, o ex-diretor de Abastecimento afirmou que as
irregularidades não são exclusividade da estatal e elencou outros
setores: “O que ocorre na Petrobras acontece no país inteiro: portos,
aeroportos, hidrelétricas, ferrovias e rodovias”, acusou.
Costa repetiu algumas vezes que estava arrependido e afirmou que reitera todo o conteúdo relatado na delação premiada feita ao Ministério Público Federal.
“Desde o governo Sarney, todos, todos os diretores da Petrobras e de outras, sem apoio politico, não chegava a diretor. Infelizmente, aceitei. Esse cargo [diretor] me deixou onde estou hoje”, disse.
O ex-diretor de Abastecimento contou que, até ocupar a diretoria, galgou espaços na estatal por competência técnica.
Paulo Roberto Costa falou ainda sobre a delação premiada que firmou com o MP.”Nos mais de 80 depoimentos, o que está lá eu confirmo. Provas estão existindo, sendo colocadas Falei de fatos, dados e pessoas, que virão ao conhecimento publico. Não sei quando, mas virão”.
SENTIA NOJO
Na a acareação com o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa afirmou à CPI mista da Petrobras que, em dado momento, passou a sentir nojo.
Durante o encontro, Costa falou sobre um e-mail enviado à Casa Civil, em 2009. A mensagem elencava questionamento feitos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a empreendimentos da estatal.
À época, Costa ocupava o alto escalão da empresa e a presidente Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil, além de ocupar a presidência do conselho de administração da estatal.
À CPI Costa negou que o envio do e-mail foi motivado por interesses escusos ou porque pedia interferência do Executivo.
“Nessa época, eu já estava enojado. Aquele processo estava me enojando. (O objetivo) foi alertar que estávamos com problemas”, justificou.
Costa disse ainda que havia sido orientado pela própria Casa Civil a comunicar ao ministério sobre a situação das obras.
Acrescentou ainda que o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, tinha conhecimento da demanda.
PASADENA
Paulo Roberto Costa afirmou que a compra da refinaria de Pasadena foi responsabilidade do conselho de administração da Petrobras, do qual a atual presidente Dilma Rousseff era presidente.
Reforçando o que acabara de dizer Nestor Cerveró, Costa disse que a aquisição da refinaria constava no planejamento estratégico da companhia.
Esclareceu, porém, que a decisão final cabe ao colegiado da estatal: “A responsabilidade por comprar um ativo como aquele é 100% do conselho de administração. Eximi-lo é um erro”, afirmou.
‘EU SAÍ’
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) perguntou o que significava estar enojado, já que Paulo Roberto Costa era parte integrante do esquema de corrupção.
“Quando você está num processo desse, você entra e não tem como sair. É muito complicado. Eu saí, entreguei carta de demissão porque o processo continuava”, explicou.
Enquanto Paulo Roberto Costa surpreendeu, respondendo a perguntas dos parlamentares, Cerveró praticamente repetiu as versões que deu à CPI em setembro, quando prestou depoimento. Disse que não tinha conhecimento da existência de cartel, superfaturamento e pagamento de propina dentro da estatal.
Voltou a afirmar que não chegou ao alto escalão por indicação política.
Ao falar sobre os custos de sua defesa, Cerveró confirmou que cabem à Petrobras. Argumentou que todos os diretores têm direito. Segundo Cerveró, porém, como se trata de um seguro, caso condenado, o diretor é obrigado a ressarcir a companhia.
Nesse momento, os parlamentares perguntaram se Paulo Roberto Costa também recorreu ao benefício para bancar seus advogados.
“A defesa de Paulo Roberto Costa quem está pagando é Paulo Roberto Costa, com muito sacrifício”, informou o ex-diretor, referindo-se a si próprio na terceira pessoa.
‘DEZENAS’
Já com a sessão próxima do fim, o deputado Enio Bacci (PDT-RS), autor do requerimento que determinou a acareação, pediu a palavra. O deputado elogiou a decisão de Paulo Roberto Costa em falar à comissão e fez um pedido: “O senhor pode me dar a alegria de dizer quantos políticos foram citados na delação”.
Costa, rindo, respondeu: “Algumas dezenas”.
Costa repetiu algumas vezes que estava arrependido e afirmou que reitera todo o conteúdo relatado na delação premiada feita ao Ministério Público Federal.
“Desde o governo Sarney, todos, todos os diretores da Petrobras e de outras, sem apoio politico, não chegava a diretor. Infelizmente, aceitei. Esse cargo [diretor] me deixou onde estou hoje”, disse.
O ex-diretor de Abastecimento contou que, até ocupar a diretoria, galgou espaços na estatal por competência técnica.
Paulo Roberto Costa falou ainda sobre a delação premiada que firmou com o MP.”Nos mais de 80 depoimentos, o que está lá eu confirmo. Provas estão existindo, sendo colocadas Falei de fatos, dados e pessoas, que virão ao conhecimento publico. Não sei quando, mas virão”.
SENTIA NOJO
Na a acareação com o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa afirmou à CPI mista da Petrobras que, em dado momento, passou a sentir nojo.
Durante o encontro, Costa falou sobre um e-mail enviado à Casa Civil, em 2009. A mensagem elencava questionamento feitos pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a empreendimentos da estatal.
À época, Costa ocupava o alto escalão da empresa e a presidente Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil, além de ocupar a presidência do conselho de administração da estatal.
À CPI Costa negou que o envio do e-mail foi motivado por interesses escusos ou porque pedia interferência do Executivo.
“Nessa época, eu já estava enojado. Aquele processo estava me enojando. (O objetivo) foi alertar que estávamos com problemas”, justificou.
Costa disse ainda que havia sido orientado pela própria Casa Civil a comunicar ao ministério sobre a situação das obras.
Acrescentou ainda que o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, tinha conhecimento da demanda.
PASADENA
Paulo Roberto Costa afirmou que a compra da refinaria de Pasadena foi responsabilidade do conselho de administração da Petrobras, do qual a atual presidente Dilma Rousseff era presidente.
Reforçando o que acabara de dizer Nestor Cerveró, Costa disse que a aquisição da refinaria constava no planejamento estratégico da companhia.
Esclareceu, porém, que a decisão final cabe ao colegiado da estatal: “A responsabilidade por comprar um ativo como aquele é 100% do conselho de administração. Eximi-lo é um erro”, afirmou.
‘EU SAÍ’
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) perguntou o que significava estar enojado, já que Paulo Roberto Costa era parte integrante do esquema de corrupção.
“Quando você está num processo desse, você entra e não tem como sair. É muito complicado. Eu saí, entreguei carta de demissão porque o processo continuava”, explicou.
Enquanto Paulo Roberto Costa surpreendeu, respondendo a perguntas dos parlamentares, Cerveró praticamente repetiu as versões que deu à CPI em setembro, quando prestou depoimento. Disse que não tinha conhecimento da existência de cartel, superfaturamento e pagamento de propina dentro da estatal.
Voltou a afirmar que não chegou ao alto escalão por indicação política.
Ao falar sobre os custos de sua defesa, Cerveró confirmou que cabem à Petrobras. Argumentou que todos os diretores têm direito. Segundo Cerveró, porém, como se trata de um seguro, caso condenado, o diretor é obrigado a ressarcir a companhia.
Nesse momento, os parlamentares perguntaram se Paulo Roberto Costa também recorreu ao benefício para bancar seus advogados.
“A defesa de Paulo Roberto Costa quem está pagando é Paulo Roberto Costa, com muito sacrifício”, informou o ex-diretor, referindo-se a si próprio na terceira pessoa.
‘DEZENAS’
Já com a sessão próxima do fim, o deputado Enio Bacci (PDT-RS), autor do requerimento que determinou a acareação, pediu a palavra. O deputado elogiou a decisão de Paulo Roberto Costa em falar à comissão e fez um pedido: “O senhor pode me dar a alegria de dizer quantos políticos foram citados na delação”.
Costa, rindo, respondeu: “Algumas dezenas”.

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